Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de suplementos
O consumo sem orientação profissional de produtos como whey protein e vitaminas pode trazer riscos à saúde, exigindo atenção redobrada em tratamentos de emagrecimento e na alimentação infantil.
A busca por melhorias na saúde, no desempenho físico e no emagrecimento tem impulsionado o consumo de suplementos alimentares e vitaminas no país. No entanto, especialistas alertam que o uso desses produtos sem a devida orientação profissional pode não trazer os benefícios esperados e, em alguns casos, representar riscos à saúde.
O uso de medicamentos para emagrecimento, como as canetas emagrecedoras baseadas em semaglutida e tirzepatida, frequentemente gera dúvidas em relação à saúde capilar. A perda de peso rápida e a redução na ingestão de alimentos podem desencadear o eflúvio telógeno, condição em que os fios passam a cair de forma mais intensa. Especialistas destacam que a queda capilar também pode estar associada à diminuição no consumo de proteínas e ferro, ressaltando que a reposição de vitaminas deve ser avaliada individualmente para evitar suplementações desnecessárias.
No contexto da alimentação infantil, levantamentos recentes mostram que bebidas e suplementos tradicionalmente voltados para o público adulto figuram entre as principais dúvidas das famílias. Produtos como o whey protein, a creatina e a melatonina lideram pesquisas de interesse, embora profissionais de saúde reforcem que o organismo das crianças é mais sensível a estimulantes e que o uso de suplementos deve ocorrer estritamente mediante indicação de pediatras ou neuropediatras.
Especialistas também chamam a atenção para os cuidados com dietas restritivas e pratos considerados fitness. O consumo inadequado de calorias e a falta de proteínas suficientes podem acelerar a perda de massa e força muscular, especialmente quando associados ao envelhecimento ou ao sedentarismo. Conforme apontam médicos, o suplemento tem a função de corrigir deficiências nutricionais específicas, mas o consumo isolado ou excessivo raramente transforma um músculo comum em um tecido mais forte sem a devida constância alimentar e a prática de exercícios de força.
Para quem adota a prática de atividades físicas, como a corrida, a nutrição desempenha um papel fundamental na adaptação e na recuperação muscular. Profissionais da área de nutrição esportiva lembram que a restrição energética excessiva e o corte inadequado de carboidratos podem comprometer o rendimento e a saúde. O uso de géis de carboidrato e outros recursos deve ser testado durante os treinos e ajustado conforme a duração e a intensidade do esforço físico.
Diante da complexidade dos tratamentos para a obesidade, o acompanhamento nutricional multidisciplinar torna-se essencial para garantir a ingestão adequada de micronutrientes, como ferro, vitamina B12 e vitamina D. Especialistas reforçam que o número exibido na balança não reflete a perda de massa gorda em detrimento da massa muscular, tornando indispensável a preservação da saúde a longo prazo por meio de hábitos equilibrados.
Fontes consultadas
- Caneta emagrecedora: entenda a queda capilar e saiba como cuidar dos fios | G1 g1.globo.com
- Bebidas e suplementos adultos lideram dúvidas sobre alimentação infantil brasilemfolhas.com.br
- Seu prato 'fitness' pode estar fazendo você perder músculo - Webrun | Corrida, saúde, qualidade de vida webrun.com.br
- Comecei a correr, e agora? O que você precisa saber sobre nutrição - Hora do Burpee horadoburpee.com.br
- Emagrecer com saúde para além da balança cnnportugal.iol.pt