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Brasil

Estudante da Unifesp morre após ser espancado em Santos

Marcelo de Oliveira Rocha participava de um ato político quando foi abordado por criminosos que transmitiram o crime ao vivo na internet.

Por 2 min de leitura

Estudante da Unifesp morre após ser espancado em Santos
Estudante da Unifesp morre após ser espancado em Santos

O engenheiro ambiental e mestrando da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu na tarde da última segunda-feira, 26, após ser brutalmente espancado em Santos, no litoral paulista. O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de outubro, quando a vítima se afastou de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao banheiro.

A agressão foi registrada pelos próprios criminosos por meio de uma transmissão ao vivo na plataforma TikTok. Nas imagens exibidas na rede social, ao menos sete homens abordam o estudante na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. Um dos suspeitos exige o telefone celular da vítima antes de desferir um soco que a derruba desacordada no chão.

Após o ataque, os agrediram roubaram os pertences de Marcelo e fugiram. Amigos que participavam de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada nas proximidades da sede do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), estranharam a demora do estudante e começaram a procurá-lo, encontrando-o inconsciente no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima inicialmente para a Santa Casa de Santos. No domingo, 25, após exames indicarem morte cerebral, Marcelo foi transferido para o Hospital São Paulo, na capital paulista, onde a morte foi formalmente confirmada pela família e pela instituição médica.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso é investigado pelo 4º Distrito Policial de Santos. As autoridades policiais analisam as imagens divulgadas na internet e buscam por câmeras de monitoramento na região para identificar e prender os envolvidos, além de esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.

O falecimento gerou forte comoção e notas de repúdio de diversas entidades. A Unifesp suspendeu as aulas em sinal de luto e exigiu rigor na apuração dos fatos. A Banda Esquerdantina e o Sindipetro também se manifestaram, repudiando a violência e alertando sobre os perigos da intolerância, enquanto familiares e coletivos estudantis cobram justiça para o caso.

Fontes consultadas

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