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Brasil

Polícia investiga agressão a engenheiro ambiental durante ato em Santos

O ataque contra Marcelo de Oliveira Rocha ocorreu após evento político e foi registrado como roubo com lesão corporal grave.

Por 3 min de leitura

Polícia investiga agressão a engenheiro ambiental durante ato em Santos
Polícia investiga agressão a engenheiro ambiental durante ato em Santos

O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi brutalmente agredido na madrugada do último sábado, dia 24 de outubro de 2026, nas proximidades de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Santos, no litoral de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil do estado, que registrou a ocorrência inicialmente como roubo com resultado de lesão corporal grave, buscando identificar os autores e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.

De acordo com as informações apuradas, Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada nas imediações da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas, no bairro Vila Mathias. Por volta das 3h, ele se afastou do grupo para ir ao banheiro e não retornou ao local do evento.

Como o engenheiro demorou a voltar, amigos estranharam a ausência e saíram à sua procura, encontrando-o desacordado e com sinais de espancamento na esquina das vias. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e encaminhou a vítima para a Santa Casa de Santos, onde o estudante precisou ser intubado e internado na Unidade de Terapia Intensiva.

O caso ganhou novos desdobramentos com a revelação de que a abordagem e a agressão foram transmitidas ao vivo por integrantes do próprio grupo agressor através da plataforma TikTok. Nas imagens exibidas em tempo real, um dos suspeitos exige que o engenheiro entregue o telefone celular e profere ameaças. Após receber um golpe e cair no chão, a vítima tem seus pertences levados pelos criminosos.

Diante da gravidade do quadro clínico, que incluiu traumatismo craniano grave e fratura de base e calota craniana, Marcelo foi transferido na noite de domingo para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. Embora alguns portais tenham divulgado informações sobre morte encefálica, a família e amigos negaram tal informação, esclarecendo que o estudante permaneceu sob cuidados intensivos e em coma induzido.

A motivação exata do ataque ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades policiais. Contudo, o pai da vítima e a Banda Esquerdantina levantaram suspeitas de que a agressão possa ter relação com o posicionamento político e com a orientação sexual do engenheiro, repudiando veementemente qualquer forma de homofobia e a naturalização do ódio.

A Unifesp e a associação atlética do campus Baixada Santista emitiram notas oficiais de profundo repúdio à violência sofrida pelo estudante de Ecologia Marinha. As instituições exigiram rigor na apuração dos fatos, a identificação imediata dos responsáveis e a punição rigorosa, destacando que o respeito à vida e à integridade física são pilares indispensáveis para a convivência democrática.

Fontes consultadas

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