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Política

Ex-vereador Milton Leite é transferido após denúncia de regalias

Político foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos depois que investigações revelaram mordomias em cadeia pública.

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Ex-vereador Milton Leite é transferido após denúncia de regalias
Ex-vereador Milton Leite é transferido após denúncia de regalias

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite foi transferido nesta terça-feira para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na Grande São Paulo. A remoção ocorreu após uma força-tarefa descobrir regalias concedidas ao político durante sua permanência na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde estava preso desde setembro no âmbito da Operação Vectura Corrupta.

A investigação que revelou as facilidades foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e pela Corregedoria da Polícia Civil. O esquema contava com a suposta conivência de funcionários da unidade prisional, incluindo um carcereiro de 37 anos que teve sua residência e local de trabalho vasculhados por agentes de segurança autorizados pela Justiça.

Durante as buscas na casa do carcereiro suspeito de facilitar o acesso irregular, os promotores encontraram quase R$ 200 mil em espécie, somando reais e dólares. Em depoimento prestado às autoridades, o funcionário público alegou que a quantia é fruto de economia de toda a sua vida, além de envolver a venda de um imóvel de sua sogra e reservas financeiras de seu filho. Ele negou ter dado tratamento diferenciado ao ex-vereador.

O Ministério Público apontou que havia um fluxo incessante de visitas à cadeia de Mogi das Cruzes fora dos horários permitidos, incluindo a presença de políticos aliados, prefeitos e deputados, além de amigos do ex-parlamentar. O monitoramento por câmeras e diligências com policiais disfarçados indicaram a falta de controle e rigor na administração do estabelecimento prisional.

A defesa de Milton Leite tem negado veementemente a existência de qualquer mordomia ou tratamento privilegiado no cárcere. Os advogados sustentam a inocência do cliente em relação às acusações da Operação Vectura Corrupta, que investiga um suposto elo entre o ex-vereador e um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) voltado ao transporte público da capital paulista.

O CDP II de Guarulhos, para onde o político foi levado, opera atualmente acima de sua capacidade máxima, abrigando quase 600 detentos em vagas destinadas a 533 pessoas. A unidade já recebeu anteriormente outros nomes de repercussão nacional envolvidos em investigações criminais de grande proporção no estado.

Fontes consultadas

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