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Brasil

Velório de engenheiro morto após ser espancado em Santos ocorre em São Paulo

O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha foi agredido na madrugada de sábado e faleceu no início da semana em um hospital da capital.

Por 3 min de leitura

Velório de engenheiro morto após ser espancado em Santos ocorre em São Paulo
Velório de engenheiro morto após ser espancado em Santos ocorre em São Paulo

O velório do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, ocorre nesta quarta-feira em São Paulo. O profissional faleceu na tarde da última segunda-feira, após ser brutalmente espancado na madrugada do sábado anterior, dia 24, na cidade de Santos, no litoral paulista, após participar de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santos, por meio do 4º Distrito Policial, o caso é tratado inicialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Imagens de câmeras de segurança e registros capturados em redes sociais mostram o momento em que a vítima foi abordada por dois homens e, em seguida, cercada por outros indivíduos, totalizando um grupo de ao menos sete pessoas.

Durante a abordagem, os criminosos exigiram a entrega do aparelho celular do engenheiro e o ameaçaram antes de desferirem socos e chutes. Marcelo caiu desacordado no chão e teve seus pertences levados pelos agressores. Parte da ação violenta e da exigência dos bens foi transmitida ao vivo por meio de uma plataforma digital de vídeos.

O engenheiro foi inicialmente socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado à Santa Casa de Santos em estado grave, permanecendo em coma induzido. No domingo seguinte, dia 25, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na capital paulista, mas não resistiu aos ferimentos decorrentes de um traumatismo craniano.

Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha na Unifesp e era conhecido por sua paixão pelo mar e atividades acadêmicas. Em nota oficial, a instituição de ensino manifestou profundo pesar, cobrou rigor na apuração das circunstâncias e das motivações do crime, além de prestar solidariedade aos familiares, amigos e colegas por meio de diferentes instâncias acadêmicas e da reitoria.

A Banda Esquerdantina, cuja apresentação o engenheiro acompanhava nos arredores do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) antes do ocorrido, também publicou um manifesto prestando homenagens. O grupo apontou indignação com o caso e destacou a vulnerabilidade de manifestantes em espaços democráticos, enquanto amigos e conhecidos sugerem que a violência possa ter motivações políticas.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que a investigação conta com o reforço do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), órgão de inteligência da pasta. Os investigadores utilizam depoimentos, monitoramento eletrônico e cooperação com empresas de tecnologia e de telefonia para individualizar a conduta dos suspeitos e concluir a identificação dos envolvidos na morte do mestrando.

Fontes consultadas

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