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Brasil

Jovem é preso em Santos por ameaças a escolas e crimes na internet

Suspeito de 22 anos utilizava a plataforma Discord para divulgar conteúdo ilícito, negociar armas e intimidar ex-colegas e professores.

Por 2 min de leitura

Jovem é preso em Santos por ameaças a escolas e crimes na internet
Jovem é preso em Santos por ameaças a escolas e crimes na internet

Um jovem de 22 anos foi preso em flagrante na última quarta-feira (7) em Santos, no litoral de São Paulo, sob acusação de utilizar a internet para realizar ameaças de morte, incentivar ataques a instituições de ensino e divulgar material de exploração sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão conduzido por policiais civis do 7º Distrito Policial da cidade.

O investigado, identificado como Enzo Ricardo Verzani, era monitorado desde o final de setembro, após o registro de um boletim de ocorrência por perseguição e ameaça. De acordo com a apuração policial, o suspeito utilizava a plataforma Discord para disseminar mensagens de ódio, propor ataques contra ex-colegas de escola e ex-professores, além de instigar crimes contra agentes de segurança pública.

Durante a operação policial na residência do suspeito, os agentes apreenderam diversos dispositivos eletrônicos, incluindo computadores, celulares, notebooks, HDs externos e consoles de videogame, além de anotações relacionadas ao tráfico de drogas e à comercialização de armas. O material passará por exames periciais para detalhar a extensão das atividades criminosas e identificar possíveis coautores.

A delegada responsável pelo caso, Daniela Perez Lázaro, destacou que o suspeito também anunciava grandes volumes de entorpecentes e publicava conteúdos voltados à pornografia infantil e à incitação de crimes como feminicídio e estupro. Durante o interrogatório na delegacia, o jovem optou por permanecer em silêncio.

A mãe do investigado acompanhou a operação policial e relatou às autoridades que vivia apreensiva devido ao comportamento agressivo do filho. Segundo o relato policial, ela afirmou que tinha medo da convivência diária com o jovem em razão dos problemas de comportamento apresentados por ele.

As investigações apontam ainda que o suspeito alegava integrar facções criminosas conhecidas nacionalmente, como o Comando Vermelho e o PCC, com o objetivo de amedrontar as vítimas. No entanto, a Polícia Civil informou que, até o momento, não há evidências concretas de ligação efetiva do jovem com essas organizações, tratando as declarações como estratégia de intimidação.

A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, enquanto a investigação prossegue para apurar a participação de outros indivíduos nos crimes virtuais cometidos através da plataforma digital.

Fontes consultadas

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