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Brasil

Estudantes de Medicina são expulsos por ataques a bolsistas e apologia ao nazismo

A instituição paranaense aplicou sanções disciplinares após concluir sindicância interna que investigou mensagens compartilhadas em grupo de WhatsApp.

Por 2 min de leitura

Estudantes de Medicina são expulsos por ataques a bolsistas e apologia ao nazismo
Estudantes de Medicina são expulsos por ataques a bolsistas e apologia ao nazismo

A Universidade Cesumar, localizada em Maringá, no Paraná, anunciou a expulsão de estudantes do curso de Medicina envolvidos em ataques a colegas bolsistas e na divulgação de conteúdos associados ao nazismo em um grupo de troca de mensagens. As penalidades, que incluem também suspensões e advertências, foram definidas após a conclusão de uma sindicância interna conduzida pela instituição de ensino.

O episódio veio à tona após discussões ocorridas em um grupo de WhatsApp, onde alguns universitários proferiram ofensas contra colegas que ingressaram na instituição por meio de programas sociais, como o Programa Universidade para Todos e o Fundo de Financiamento Estudantil. Nas conversas, os autores dos ataques questionaram a capacidade financeira dos beneficiários e compararam o pagamento das mensalidades ao mérito acadêmico.

Em uma das mensagens registradas durante as conversas, um estudante escreveu que quem paga tem valor superior a quem passou em uma prova com facilidade. A declaração gerou contestações de outros alunos, mas o ambiente virtual logo escalou para conteúdos de cunho extremista, incluindo imagens do Exército nazista e referências a expressões associadas à supremacia branca.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público Federal confirmou que recebeu denúncias sobre o ocorrido e abriu procedimento para apurar as responsabilidades. Como o caso envolve investigações em andamento e a possível participação de menores de idade, a identificação completa dos envolvidos tem sido preservada pelas autoridades competentes.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná repudiou veementemente as atitudes registradas, classificando-as como frontalmente incompatíveis com a ética médica e com os princípios fundamentais da profissão, que exigem respeito à dignidade humana e a atuação sem qualquer tipo de discriminação. Organizações estudantis ligadas à área também adotaram providências e desligaram de seus quadros os participantes apontados nas denúncias.

Em nota oficial divulgada pela reitoria, a universidade reafirmou seu compromisso com a responsabilidade social, a ética e o respeito à vida, ressaltando que repudia qualquer manifestação de preconceito. A instituição informou ainda que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina segue à disposição para prestar suporte psicológico e orientação aos universitários afetados pelo clima hostil gerado na faculdade.

Fontes consultadas

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