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Professora é afastada sob suspeita de dar Rivotril a crianças em creche no PR

Ação foi flagrada por câmeras de segurança em um Centro Municipal de Educação Infantil em Arapongas, motivando investigações policiais e administrativas.

Por 3 min de leitura

Professora é afastada sob suspeita de dar Rivotril a crianças em creche no PR
Professora é afastada sob suspeita de dar Rivotril a crianças em creche no PR

Uma professora concursada da rede municipal de ensino de Arapongas, no Paraná, foi afastada preventivamente após ser denunciada por suspeita de administrar clonazepam, conhecido comercialmente como Rivotril, a crianças em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). O caso ocorreu na unidade que atende alunos do berçário e do ensino infantil, faixa etária que compreende crianças de seis meses a quase dois anos de idade, e é investigado pela Polícia Civil do Paraná.

O alerta foi emitido na última quarta-feira pela diretora da instituição e por outra docente da rede municipal. Ambas desconfiaram das atitudes da educadora e do comportamento de irritabilidade apresentado pelos bebês durante a rotina escolar, decidindo monitorar a situação até flagrarem a ação em gravação de câmera de segurança. As imagens mostram a profissional utilizando uma colher com um líquido para administrar na boca de uma das crianças, enquanto outra estava ao lado.

O prefeito de Arapongas, Rafael Cita, manifestou-se por meio de um pronunciamento nas redes sociais para confirmar o episódio e detalhar as medidas adotadas pelo Executivo municipal. O gestor declarou que determinou o afastamento imediato da servidora assim que a denúncia chegou ao seu conhecimento, além do registro de boletim de ocorrência na delegacia local. Cita classificou o ocorrido como um ato isolado e ressaltou que a rede municipal conta com mais de mil profissionais da educação.

Em sua defesa inicial perante a Secretaria Municipal de Educação, a professora negou as acusações. No entanto, a administração pública instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar a conduta da funcionária, o que pode resultar em sua demissão. A prefeitura destacou que sua atuação se restringe à esfera administrativa, enquanto a apuração criminal e a análise de possíveis crimes de maus-tratos ficam a cargo das autoridades policiais.

A delegada responsável pelo caso, Camilla Costa Baptista, informou que a bolsa da investigada continha apenas o medicamento restrito em formato líquido. Segundo a delegada, depoimentos colhidos com os responsáveis indicam que os bebês vinham apresentando alterações comportamentais e na rotina de sono há cerca de três meses, chegando em casa dormindo e enfrentando dificuldades para descansar durante a noite.

Para esclarecer a extensão dos fatos, as crianças matriculadas na turma foram encaminhadas ao atendimento médico especializado e submetidas a exames toxicológicos conduzidos pela Polícia Científica no Pronto Atendimento Infantil. Os pais e responsáveis foram convocados pela Secretaria de Educação para uma reunião com o objetivo de receber orientações e atualizações sobre o andamento das investigações e do suporte à saúde dos alunos.

Fontes consultadas

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