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Ciência

Estudo alerta sobre riscos da falla de Pedro Miguel no Panamá

Pesquisadores apontam que a estrutura geológica próxima ao Canal de Panamá tem potencial para gerar um terremoto de magnitude próxima a 7.

Por 2 min de leitura

Estudo alerta sobre riscos da falla de Pedro Miguel no Panamá
Estudo alerta sobre riscos da falla de Pedro Miguel no Panamá

A falla de Pedro Miguel, localizada paralelamente ao Canal de Panamá, voltou a atrair atenção de especialistas e autoridades após discussões sobre a preparação da capital panamenha frente a possíveis abalos sísmicos de grande magnitude. Embora um terremoto recente na região tenha tido origem em outra zona do país, pesquisadores reforçam que o território panamenho abriga diversas falhas ativas capazes de provocar tremores severos perto de áreas densamente povoadas.

O registro histórico da região indica que eventos extremos não são inéditos. Em 2 de maio de 1621, um terremoto severo causou estragos em Panamá a Vieja e provocou o deslocamento de um trecho do antigo Camino de Cruces. Atualmente, mais de 2,2 milhões de pessoas vivem nas zonas de possível afetação da falla de Pedro Miguel, que se estende desde Chilibre até as proximidades da ilha de Taboga.

Engenheiros e especialistas em sismologia da Universidade Tecnológica de Panamá alertam que o sistema atual pode não fornecer alertas em tempo hábil para os moradores da capital em caso de um desastre. Além disso, grande parte da preocupação recae sobre as edificações e infraestruturas essenciais construídas antes de 1984, ano em que o Reglamento Estructural Panameño estabeleceu o primeiro código sísmico de caráter obrigatório por lei no país, sem exigência de retroatividade para estruturas antigas.

Durante um pronunciamento recente, especialistas destacaram a necessidade de prestar atenção redobrada a hospitais, escolas, estações de polícia, quartéis de bombeiros e sedes de proteção civil erguidas antes da regulamentação. Como a demolicão ou a adequação automática de todas as construções antigas é inviável financeiramente, propõe-se o estabelecimento de prazos específicos para a modernização dessas edificações essenciais.

Por outro lado, infraestruturas mais recentes, como os projetos executados durante a ampliação do Canal de Panamá, já foram concebidas com base no conhecimento prévio da falla de Pedro Miguel. Essas instalações contam com sismógrafos, acelerómetros e estruturas projetadas para suportar determinados níveis de deslocamento decorrentes de tremores.

Especialistas reforçam que a convivência com falhas ativas exige medidas preventivas contínuas, que vão desde o fortalecimento da educação populacional para situações de emergência e a realização de simulacros até o cumprimento rigoroso de normas construtivas sismorresistentes.

Fontes consultadas

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