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Saúde

Estudo liga excesso de peso materno a stress cardíaco em recém-nascidos

Pesquisa aponta que a combinação de diabetes gestacional e obesidade eleva marcadores de estresse no coração dos fetos antes do nascimento.

Por 2 min de leitura

Estudo liga excesso de peso materno a stress cardíaco em recém-nascidos
Estudo liga excesso de peso materno a stress cardíaco em recém-nascidos

Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e pelo Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia identificou uma relação direta entre o metabolismo materno e o estresse cardíaco em recém-nascidos. A pesquisa demonstra que a coexistência de diabetes gestacional com excesso de peso ou obesidade antes da gravidez eleva os sinais de vulnerabilidade cardiovascular nos bebês.

O trabalho baseou-se na análise do sangue do cordão umbilical de 82 recém-nascidos. Os cientistas cruzaram essas informações com características metabólicas, hormonais e inflamatórias das mães e dos bebês, focando na presença da molécula NT-proBNP, reconhecida como um marcador de estresse cardíaco.

Os resultados revelaram um aumento de aproximadamente 26% nos níveis dessa molécula nos casos em que as gestantes apresentavam sobrepeso ou obesidade prévia. De acordo com os autores, essa alteração evidencia como o ambiente metabólico da mãe interage com o desenvolvimento fetal e pode influenciar a saúde do coração das crianças décadas mais tarde.

A relevância do estudo ganha destaque em um cenário global em que cerca de 15% das gravidezes são afetadas pela diabetes gestacional, condição que surge durante a gestação em mulheres sem histórico anterior da doença. Além disso, o número de mulheres em idade reprodutiva com excesso de peso continua a crescer.

Especialistas envolvidos na investigação ressaltam que a identificação precoce desses sinais de vulnerabilidade abre caminho para o desenvolvimento de estratégias de prevenção mais personalizadas. O objetivo é mitigar os riscos de doenças cardiovasculares, que tradicionalmente são associadas apenas ao envelhecimento, ao estilo de vida na idade adulta ou à genética.

O artigo científico detalhando a investigação foi publicado na revista Cardiovascular Diabetology. O projeto contou com colaboração internacional, incluindo instituições da Áustria e de Portugal, e recebeu financiamento de agências de fomento à ciência e do programa Horizonte Europa.

Fontes consultadas

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