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Saúde

Impactos do álcool e apoio ao tabagismo ganham foco na saúde

Novos estudos alertam sobre os riscos do consumo moderado de bebidas alcoólicas, enquanto redes de apoio auxiliam pacientes a superarem o vício no cigarro.

Por 3 min de leitura

Impactos do álcool e apoio ao tabagismo ganham foco na saúde
Impactos do álcool e apoio ao tabagismo ganham foco na saúde

Pesquisas recentes e iniciativas de saúde pública voltam as atenções para os desafios associados ao consumo de álcool e ao tabagismo, destacando a necessidade de maior conscientização e suporte médico para a população. Enquanto novos levantamentos científicos apontam que mesmo quantidades consideradas moderadas de bebidas alcoólicas podem acarretar prejuízos significativos à saúde, unidades de atendimento em diversas localidades reforçam programas voltados para ajudar fumantes a abandonarem o cigarro.

No cenário internacional, um estudo publicado recentemente no Journal of Studies on Alcohol and Drugs avaliou os efeitos da ingestão de bebidas alcoólicas na população dos Estados Unidos. O trabalho analisou dados de mais de 7.200 publicações científicas e apontou que o consumo de duas doses diárias, equivalente a 14 doses semanais, está associado a um risco considerável de mortalidade por causas relacionadas à substância ao longo da vida. Os pesquisadores ressaltaram que os riscos aumentam de forma proporcional ao crescimento da ingestão.

O autor principal da pesquisa, Kevin Shield, professor associado da Universidade de Toronto e cientista sênior ligado à Organização Mundial da Saúde, afirmou que mesmo níveis baixos de consumo trazem riscos. O estudo também questionou a ideia de que pequenas quantidades de álcool trariam benefícios protetores ao coração, ponderando que tais efeitos não compensam a probabilidade de desenvolver outras condições graves, como diferentes tipos de câncer e doenças hepáticas.

Paralelamente aos alertas sobre as bebidas, o combate ao tabagismo ganha reforço em redes municipais de saúde, como o trabalho realizado na Unidade Básica de Saúde Santa Luzia, em Boa Vista. A iniciativa oferece grupos de tabagismo com acompanhamento multidisciplinar para auxiliar moradores a enfrentarem os sintomas da abstinência e os desafios comportamentais da dependência da nicotina.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o tabaco é responsável por mais de 8 milhões de mortes anualmente em todo o mundo, sendo uma parcela significativa atribuída à exposição passiva à fumaça. Diante desse cenário, o tratamento disponibilizado na rede pública inclui orientações médicas, psicológicas, de enfermagem, odontológicas e nutricionais, além do uso temporário de medicamentos como bupropiona e adesivos de nicotina durante a fase mais aguda.

Pacientes que participam dos grupos relatam melhorias expressivas na qualidade de vida, no sono e na disposição após romperem com o hábito de fumar. O suporte nutricional, desenvolvido em parceria com instituições acadêmicas, também atua como ferramenta para minimizar a ansiedade e a fissura associadas à abstinência, recomendando o consumo de alimentos ricos em fibras, proteínas e opções que auxiliam no processo de desintoxicação.

Especialistas reforçam que tanto a redução do consumo de álcool quanto a interrupção do tabagismo exigem abordagens integradas que considerem o contexto individual de cada paciente. A combinação entre diretrizes de saúde pública baseadas em evidências e o suporte contínuo da atenção primária é apontada como fundamental para mitigar os impactos dessas substâncias na longevidade e no bem-estar geral da população.

Fontes consultadas

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