Pular para o conteúdo
Mundo

EUA enviam tropas e drones para a América Latina em nova estratégia antidrogas

Iniciativa do governo americano busca fortalecer a cooperação militar e pressionar governos da região a ampliarem o combate a organizações criminosas.

Por 2 min de leitura

EUA enviam tropas e drones para a América Latina em nova estratégia antidrogas
EUA enviam tropas e drones para a América Latina em nova estratégia antidrogas

O Pentágono iniciou o envio de centenas de soldados e aeronaves não tripuladas para a América Latina, marcando uma nova etapa da política externa dos Estados Unidos para a região. Oficialmente, a meta é fortalecer a cooperação militar com países aliados no combate ao narcotráfico e a organizações criminosas.

Segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times, os primeiros integrantes de um batalhão com cerca de 600 militares da 10ª Divisão de Montanha do Exército dos Estados Unidos, sediada em Nova York, começaram a ser deslocados para um centro de treinamento no Panamá. Posteriormente, o grupo participará de exercícios conjuntos com forças de segurança da Colômbia e de Honduras.

Além do envio de tropas terrestres, a estratégia americana contempla a transferência de drones de vigilância MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador. O governo equatoriano confirmou que duas unidades já operam em seu espaço aéreo, enquanto autoridades colombianas informaram que concordaram em receber três aeronaves do mesmo modelo para missões antidrogas e antiterrorismo.

As movimentações integram a aliança regional conhecida como Escudo das Américas ou Coalizão das Américas contra os Cartéis, que atualmente conta com a participação de 19 países. A Casa Branca tem pressionado os governos latino-americanos a intensificarem ofensivas terrestres e a permitirem operações conjuntas em seus territórios, expandindo as ações para além do patrulhamento marítimo.

Apesar do alinhamento de governos como os do Equador e da Colômbia, a iniciativa gera preocupações em parte da região devido ao histórico de intervenções norte-americanas nos séculos passados, frequentemente vistas como violações da soberania nacional. Organizações de direitos humanos também manifestam receio quanto ao aumento de vítimas civis e à eficácia a longo prazo dessas operações no combate ao tráfico.

No âmbito interno dos Estados Unidos, integrantes do próprio governo questionam a falta de definições claras sobre os objetivos de longo prazo da operação. Autoridades admitem que as rotações de tropas, inicialmente planejadas com caráter temporário, podem se consolidar como um componente permanente da presença militar americana na América Latina.

Fontes consultadas

Leia também