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Economia

Fábrica da Honda em Manaus completa 50 anos de operação no Brasil

Unidade é a maior produtora de motocicletas do país e acumula mais de 32 milhões de unidades fabricadas desde 1976.

Por 3 min de leitura

Fábrica da Honda em Manaus completa 50 anos de operação no Brasil
Fábrica da Honda em Manaus completa 50 anos de operação no Brasil

A fábrica da Honda Motos em Manaus, no Amazonas, celebrou recentemente cinco décadas de atividades ininterruptas no Brasil. Inaugurada em 1976, a unidade consolidou-se como o principal polo produtivo da marca fora do Japão, sendo hoje a maior fabricante de veículos do setor automotivo nacional. Ao longo de meio século, a planta industrial atingiu a marca histórica de 32 milhões de motocicletas produzidas, mantendo um ritmo intenso que resulta na finalização de uma moto a cada 19 segundos.

O modelo CG, que acompanhou o início da operação na capital amazonense, permanece como o veículo mais vendido do país. Segundo Lourival Barros, diretor de produção, qualidade e logística da Honda, o impacto da CG na mobilidade brasileira é inegável. "A CG começou junto com a fábrica. Hoje já soma mais de 15 milhões de unidades produzidas, quase metade de tudo que fizemos aqui. Milhares de pessoas conquistaram sua independência ao comprar uma CG", afirmou o executivo.

Para sustentar a alta demanda, a fábrica opera com cerca de 13 mil colaboradores divididos em dois turnos. A estrutura da unidade é comparável a uma pequena cidade, contando com serviços internos que incluem consultórios médicos, frota de micro-ônibus para deslocamento e uma operação própria de panificação. Diariamente, a cozinha industrial produz 25 mil unidades de pão francês para atender aos funcionários, um volume que supera significativamente a produção diária de motocicletas.

O complexo industrial passou por diversas ampliações, saltando de 150 mil metros quadrados em 1976 para os atuais 350 mil metros quadrados. A evolução tecnológica também foi expressiva: se no passado a instalação de equipamentos pesados dependia de métodos rudimentares, como o uso de troncos de árvores para o transporte de prensas, hoje a planta utiliza automação avançada em processos de usinagem, solda e montagem de rodas.

Apesar da modernização, a Honda mantém uma estratégia de verticalização da produção, fabricando internamente componentes como quadros, motores e sistemas de suspensão. A empresa planeja investir R$ 1,6 bilhão até 2029 para elevar ainda mais a capacidade produtiva e o nível tecnológico da fábrica. Atualmente, a unidade possui capacidade para produzir 1,63 milhão de motocicletas por ano, destinando cerca de 12% desse volume ao mercado externo.

O desafio logístico é um dos pontos centrais da operação em Manaus. Diferente de fábricas localizadas no interior de São Paulo, a unidade amazonense depende do transporte fluvial para o escoamento da produção até o porto de Belém. Eventos climáticos, como as secas severas registradas na região, exigem que a empresa monitore constantemente as condições dos rios e adapte suas rotas e embarcações para garantir o abastecimento e a entrega dos produtos.

A trajetória de sucesso da unidade é ilustrada por funcionários como Mauro Silveira, que ingressou na empresa em 1979 e acumula 47 anos de casa. Tendo passado por diversas áreas, desde a ferramentaria até a gestão de novos projetos, Silveira destaca o papel da companhia em sua trajetória pessoal. "Se eu voltasse no passado, escolheria novamente trabalhar aqui na Honda. A empresa me ajudou a realizar muitos sonhos, além das pessoas que cruzaram o meu caminho por aqui. Duas palavras resumem minha trajetória aqui: realização e gratidão", declarou.

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