Fabricante lança mini PC com configuração inédita de memória de vídeo
Modelo Starship M2A traz uma versão customizada da placa RTX 3070 com 16 GB de VRAM, superando as especificações oficiais da NVIDIA.
A fabricante de hardware ACEMAGIC anunciou o lançamento de uma nova versão do seu mini PC gamer, o Starship M2A, que tem chamado a atenção do mercado por apresentar uma configuração técnica incomum. O dispositivo vem equipado com uma placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 3070 para notebooks, mas com uma capacidade de memória de vídeo de 16 GB, especificação que nunca foi oficialmente disponibilizada pela NVIDIA para este modelo específico de GPU.
De acordo com os registros da fabricante de semicondutores, a versão móvel da RTX 3070 foi projetada originalmente com 5.120 núcleos CUDA e 8 GB de memória GDDR6, operando em uma interface de 256 bits. Historicamente, a NVIDIA reservava a capacidade de 16 GB de VRAM para modelos de desempenho superior, como a RTX 3080 Laptop. A nova aposta da ACEMAGIC, no entanto, dobra essa capacidade, mantendo o consumo de energia em 115W.
O Starship M2A, anunciado no mercado chinês por US$ 699, combina a GPU modificada com um processador Intel Core i9-12900H e 1 TB de armazenamento SSD. Além da configuração de memória, o computador mantém o chassi compacto característico da linha, que inclui um sistema de refrigeração quádruplo com sete tubos de calor de cobre e um pequeno display frontal de 1,9 polegada destinado ao monitoramento de temperatura e consumo energético.
Embora a origem exata desses chips de memória customizados permaneça incerta, a ACEMAGIC já havia feito referências a essa configuração em materiais de divulgação anteriores. O movimento da empresa reforça uma tendência no setor de computadores compactos de buscar alternativas que desafiam as especificações de referência da indústria para oferecer maior performance em formatos reduzidos.
Enquanto o mercado de hardware busca inovações, o setor de desenvolvimento de jogos enfrenta tensões corporativas. O sindicato STJV, que representa os desenvolvedores da Arkane Lyon, na França, acusou a Microsoft de sabotar o desenvolvimento do jogo Blade. Segundo os trabalhadores, decisões administrativas, incluindo um congelamento de contratações que durou 19 meses, causaram atrasos e elevaram os custos de produção, elementos que agora estariam sendo usados como justificativa para um possível fechamento do estúdio.
Em nota oficial, o sindicato afirmou: 'Hoje, conforme o trabalho em Blade está indo bem, e o nível de qualidade do jogo se espera ficar no que os jogadores da Arkane esperam, trabalhadores têm que enfrentar uma dura realidade: nosso estúdio pode ser fechado porque, e somente porque, a Microsoft decidiu, mesmo que isso significasse sabotar o jogo que ela mesma financiou'.
Os desenvolvedores argumentam que a Arkane Lyon nunca operou com prejuízo e que o encerramento das atividades seria ilógico do ponto de vista financeiro. O STJV exige que a Microsoft ofereça aos funcionários a chance de participar do processo de escolha de um novo comprador para o estúdio, além de solicitar um seguro contra demissões e indenizações significativas caso o fechamento seja concretizado.