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Falsa arquiteta é condenada no Alto Minho por burlas a idosos

Mulher que aplicou golpes em dois homens idosos fingindo ser arquiteta e investidora teve pena suspensa após confissão e indenização parcial.

Por 2 min de leitura

Falsa arquiteta é condenada no Alto Minho por burlas a idosos
Falsa arquiteta é condenada no Alto Minho por burlas a idosos

Uma mulher de 58 anos, apontada como falsa arquiteta em casos de estelionato amoroso que lesaram dois homens idosos no Alto Minho em cerca de 200 mil euros, foi condenada a três anos e dez meses de prisão em regime de pena suspensa, recuperando imediatamente a liberdade nesta quinta-feira.

O julgamento, realizado no Palácio da Justiça de Viana do Castelo pelo Tribunal Coletivo, levou em consideração a confissão integral dos crimes de que era acusada e o arrependimento demonstrado pela arguida, que incluiu a reparação financeira parcial aos dois cidadãos lesados, residentes em Ponte de Lima e Ponte da Barca.

Durante o período de suspensão da pena, a condenada deverá cumprir um plano de acompanhamento supervisionado pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, uma vez que o colegiado de juízes avaliou positivamente as condições de reinserção social.

O advogado de defesa, João Ferreira Araújo, manifestou satisfação com a decisão judicial, afirmando que a pena aplicada foi proporcional e evitou recursos protelatórios, destacando que o caso representou um episódio isolado na trajetória da arguida.

O esquema criminoso consistia em utilizar plataformas de relacionamento na internet para conquistar a confiança de homens septuagenários, exibindo falsos sinais de grande capacidade financeira e simulando relações amorosas sérias para convencê-los a participar de investimentos imobiliários fictícios.

No primeiro caso investigado, um ex-empresário da construção civil de 73 anos, residente em Ponte de Lima, foi convencido a entregar 150 mil euros em dinheiro vivo para a suposta compra conjunta de um imóvel em Lisboa, quantia da qual a suspeita se apoderou antes de desaparecer.

O segundo caso envolveu um aposentado de Ponte da Barca, que também foi alvo da mesma abordagem romântica e sofreu prejuízos estimados em 50 mil euros, consolidando o modus operandi da falsa arquiteta na região norte de Portugal.

Fontes consultadas

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