Figueirense busca novo investidor para SAF após saída da PanSports
Clube catarinense trabalha em um plano B no mercado financeiro enquanto enfrenta desafios financeiros e compromissos esportivos.
O Figueirense Futebol Clube confirmou que a empresa PanSports está fora das negociações para a compra de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da instituição. A saída foi oficializada após o término do prazo de 48 horas estipulado pelo Conselho Deliberativo do clube para que a companhia confirmasse a continuidade no projeto e o auxílio financeiro mensal.
Nos bastidores, o gerente de futebol do clube, Túlio Guerreiro, lamentou a falta de cumprimento das expectativas geradas pelos envolvidos nas tratativas. Em entrevista à CBN Floripa, o dirigente detalhou reuniões realizadas com os empresários Guillermo Vieira e Edson Silva, destacando que promessas públicas e particulares sobre a resolução de transfer bans, contratações e planejamento orçamentário não se concretizaram.
Segundo Túlio Guerreiro, enquanto Guillermo Vieira manteve uma postura transparente e indicou a busca por novos parceiros atuando como pessoa física, Edson Silva teria feito promessas públicas que não se cumpriram. O dirigente ressaltou que a falta de formalização contratual ocorreu devido a impasses com a Clave e enfatizou a necessidade de um planejamento financeiro realista para evitar salários atrasados e prejuízos na gestão do elenco.
Diante do desfecho com a PanSports, os integrantes da SAF alvinegra já articulam um plano B. A estratégia consiste em buscar no mercado financeiro um novo grupo disposto a adquirir os 90% da sociedade ou apresentar um projeto viável para o desenvolvimento da SAF. Informações de bastidores apontam que conversas com outras empresas já estavam em andamento e que o relacionamento com os antigos parceiros permanece aberto para eventuais participações futuras.
O Conselho Deliberativo do Figueirense será o primeiro a ser informado sobre quaisquer avanços nas novas tratativas, com uma reunião prevista para as próximas semanas. Posteriormente, a diretoria pretende comunicar os detalhes aos torcedores e sócios por meio da imprensa. A perda de tempo no processo de transição acentua os desafios financeiros de uma instituição que não é autossustentável.
O cenário do clube exige recursos para lidar com obrigações cruciais, como o encerramento da relação com a Clave/Lift, a retomada do processo de recuperação judicial com pagamentos previstos de verbas emergenciais próximas de R$ 15 milhões, o transfer ban decorrente de uma dívida com o Cascavel e compromissos tributários pendentes.
Enquanto os dirigentes buscam estabilidade administrativa, o time mantém o foco dentro de campo. Classificado para as semifinais da Copa Santa Catarina, o Figueirense entra em campo no próximo sábado para enfrentar o Joinville pela penúltima rodada da fase de classificação, buscando manter a liderança e garantir vantagens para a sequência da competição e o calendário futuro.