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Filho de Hebe Camargo rebate boatos sobre mansão abandonada em São Paulo

Marcello Camargo veio a público esclarecer que a propriedade em ruínas no Morumbi nunca pertenceu à apresentadora, mas sim ao seu segundo marido, Lélio Ravagnani.

Por 3 min de leitura

Filho de Hebe Camargo rebate boatos sobre mansão abandonada em São Paulo
Filho de Hebe Camargo rebate boatos sobre mansão abandonada em São Paulo

Marcello Camargo, filho único da apresentadora Hebe Camargo, utilizou as redes sociais para desabafar e esclarecer a situação de uma mansão abandonada localizada no bairro nobre do Morumbi, em São Paulo. O imóvel, que atualmente se encontra em estado de ruínas, tem sido alvo de vídeos publicados por criadores de conteúdo que invadem o espaço para ganhar seguidores, gerando boatos falsos de que a propriedade faria parte do espólio da artista.

Em manifestação publicada nesta quarta-feira (13), Marcello repudiou a atitude dos influenciadores e afirmou que já perdeu a conta de quantas vezes precisou explicar a verdadeira origem da residência. "Pela milionésima vez, eu venho aqui dizer que não era da minha mãe, não era da Hebe Camargo. Era, sim, do Lélio, marido dela, que faleceu no ano 2000", declarou o herdeiro, acrescentando que a família deixou o local naquele mesmo ano e nunca mais retornou.

Construída na década de 1970 pelo empresário Lélio Ravagnani, a mansão possui mais de 900 metros quadrados de área construída em um terreno amplo. Durante os 21 anos em que Hebe morou no local, o endereço ficou amplamente conhecido por sediar festas badaladas e reuniões que recebiam artistas, políticos e diversas personalidades da televisão brasileira até o falecimento do empresário, em julho de 2000.

Como o imóvel estava registrado no nome de Lélio Ravagnani, a propriedade seguiu a linha sucessória dos herdeiros do empresário e não entrou na partilha de bens da apresentadora, que faleceu em 2012. Por não ter nenhum vínculo jurídico com a residência, Marcello explicou que fica impedido de tomar medidas legais diretas contra os invasores. "A maior prova de que não é minha é que eu não posso processar, porque não é minha. Se fosse, eu processava por invasão de propriedade", pontuou.

A situação da mansão de alto padrão já havia repercutido em investigações jornalísticas anteriores, que apontaram um longo histórico de impasses judiciais envolvendo o patrimônio. O imóvel acumulou débitos elevados de IPTU e passou por tentativas de leilão judicial. Dados divulgados apontam que o processo de arrematação enfrentou dificuldades devido a contestações legais e falta de lances iniciais viáveis.

Especialistas em direito sucessório apontam que casos como o da mansão do Morumbi ilustram os desafios comuns em inventários de famílias recompostas, quando bens registrados em nome de apenas um dos cônjuges geram disputas prolongadas entre herdeiros. Sem manutenção adequada ao longo dos anos, propriedades desocupadas sofrem rápida deterioração estrutural, resultando em desvalorização comercial e em complexas complicações jurídicas para os responsáveis legais.

Fontes consultadas

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