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Esportes

Flamengo usa precedentes na Conmebol para pleitear vaga na final da Libertadores

Clube carioca busca punição ao Estudiantes pela escalação de Marcos Rojo e recorre a casos históricos de outras temporadas.

Por 2 min de leitura

Flamengo usa precedentes na Conmebol para pleitear vaga na final da Libertadores
Flamengo usa precedentes na Conmebol para pleitear vaga na final da Libertadores

O Flamengo apresentou uma contestação perante a Conmebol questionando a regularidade da inscrição do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes, após ser eliminado pelo clube argentino nas penalidades na semifinal da Copa Libertadores. Para fundamentar seu pleito e tentar alcançar a decisão do torneio, a diretoria rubro-negra reuniu uma série de precedentes históricos envolvendo punições por escalações irregulares em competições sul-americanas.

A polêmica teve início quando o Estudiantes contratou o defensor após o encerramento do prazo de transferências e recorreu à Corte Arbitral do Esporte para obter uma medida cautelar que permitisse a sua utilização na partida de volta, realizada no Maracanã. O clube carioca sustenta que os argentinos assumiram o risco ao escalar o atleta e fundamenta sua reclamação com base no Código Disciplinar da Conmebol, que prevê a derrota por 3 a 0 para equipes que utilizarem jogadores inelegíveis.

Entre os casos utilizados pelo Flamengo na ação está o episódio de 2018 envolvendo o Santos e o jogador Carlos Sánchez nas oitavas de final da Libertadores contra o Independiente. Naquela ocasião, o clube paulista foi punido com a derrota por 3 a 0 por ter escalado o atleta com uma suspensão pendente, o que resultou na sua eliminação do torneio.

Outro exemplo lembrado é o confronto entre Chapecoense e Lanús pela fase de grupos da Libertadores de 2017. Na época, a equipe brasileira utilizou o zagueiro Luiz Otávio após um erro de comunicação sobre uma suspensão. A Conmebol aplicou a derrota por 3 a 0 aos brasileiros, que acabaram eliminados da competição.

A lista de referências levantadas pelo clube também inclui a Copa Sul-Americana de 2018, no duelo entre San Lorenzo e Deportes Temuco, quando a equipe chilena foi punida pela inscrição irregular do meia Jonathan Requena, que constava em súmula de outro clube na mesma edição. Já em 2019, o Barcelona de Guayaquil sofreu punição semelhante contra o Defensor Sporting após escalar Sebastián Pérez sem a chegada tempestiva do Certificado Internacional de Transferência.

Especialistas em direito desportivo apontam que o desfecho da reclamação rubro-negra dependerá fundamentalmente dos limites estabelecidos pela medida cautelar concedida pela Corte Arbitral do Esporte ao Estudiantes. Enquanto a defesa jurídica pondera sobre a natureza provisória da decisão do tribunal, a diretoria do clube brasileiro solicita celeridade na análise, visto que a decisão da competição continental está marcada para o dia 28 de novembro, contra o Palmeiras, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Fontes consultadas

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