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Ciência

Fóssil de 115 milhões de anos revela possíveis células sanguíneas de dinossauro

Pesquisadores apontam a presença de moléculas de heme em ossos de Aratasaurus encontrado no Brasil, embora a interpretação exija cautela.

Por 2 min de leitura

Fóssil de 115 milhões de anos revela possíveis células sanguíneas de dinossauro
Fóssil de 115 milhões de anos revela possíveis células sanguíneas de dinossauro

Pesquisadores relataram a descoberta de heme, uma molécula relacionada ao sangue, preservada dentro de estruturas minúsculas que se assemelham a glóbulos vermelhos em ossos de membros de um fóssil de Aratasaurus de 115 milhões de anos, localizado no nordeste do Brasil.

De acordo com a equipe científica, análises químicas também detectaram aminoácidos associados ao colágeno. O achado é apontado como a primeira evidência molecular direta de heme dentro de estruturas interpretadas como células sanguíneas de dinossauros.

Os especialistas sugerem que o mineral hausmannite e o soterramento em um tapete microbiano contribuíram para a preservação do material orgânico ao longo dos milênios. Essa descoberta abre novas perspectivas para investigar a fisiologia e o transporte de oxigênio em dinossauros.

Apesar do entusiasmo com os resultados, a interpretação permanece sob escrutínio da comunidade científica. Alguns pesquisadores questionam se as formas observadas podem ser identificadas de maneira definitiva como células sanguíneas.

Em paralelo a esse avanço na paleontologia sul-americana, descobertas recentes em outras regiões do mundo continuam a reescrever o conhecimento sobre criaturas ancestrais. Cientistas identificaram recentemente uma nova espécie de crocodilo com 45 milhões de anos a partir de um crânio desenterrado no Egito na década de 1920.

O réptil recém-descrito, batizado de Herugavialis cairensis, foi reclassificado graças ao uso de tomografias computadorizadas que detalharam o interior de sua estrutura óssea. O animal habitava um mar raso e quente no norte egípcio na época em que viveu.

A coincidência na morfologia e a falta da ponta do nariz tanto no fóssil quanto na famosa Grande Esfinge do Egito inspiraram os paleontólogos a nomearem o crocodilo em homenagem à divindade egípcia Heru.

Fontes consultadas

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