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Política

General Santos Cruz critica articulações de Flávio e Eduardo Bolsonaro com EUA

Ex-ministro classificou a busca por apoio externo como um ataque à soberania nacional e submissão voluntária.

Por 2 min de leitura

General Santos Cruz critica articulações de Flávio e Eduardo Bolsonaro com EUA
General Santos Cruz critica articulações de Flávio e Eduardo Bolsonaro com EUA

O general Santos Cruz, que atuou como ministro da Secretaria de Governo nos primeiros seis meses da gestão de Jair Bolsonaro, criticou duramente a postura dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro em relação à busca de apoio nos Estados Unidos. Em entrevista concedida para uma série de videorreportagens do canal Revelando, apresentada por Wagner Moura, o militar classificou a iniciativa como um claro ataque à soberania do Brasil e uma forma de submissão voluntária.

Segundo o ex-ministro, a articulação política realizada no exterior não precisou de recrutamento por parte estrangeira, uma vez que o próprio grupo político buscou ativamente a interferência externa. Santos Cruz destacou a atuação de Eduardo Bolsonaro, afirmando que o então deputado federal viajou aos Estados Unidos com mandato vigente para negociar possíveis sanções direcionadas ao próprio país.

Para o general, esse tipo de conduta ultrapassa o debate político tradicional e configura uma traição. Ele ressaltou que se considera um representante da direita, mas rejeitou qualquer associação entre esse espectro político e as atitudes adotadas pelos parlamentares, definindo a postura como extremismo e vigarice.

Além das críticas à investida internacional, Santos Cruz comentou a candidatura de Flávio Bolsonaro e avaliou que o movimento faz parte de um projeto de cunho estritamente familiar. O militar afirmou que o filho mais velho do ex-presidente carece de identidade política própria e atua apenas para representar os interesses do núcleo familiar e do pai.

Durante a entrevista, o ex-integrante do governo também avaliou a gestão de Jair Bolsonaro à frente da Presidência da República. Santos Cruz afirmou que trabalhou diretamente com o ex-mandatário e concluiu que ele estava totalmente despreparado para exercer o cargo, apontando a falta de preparo e conhecimento técnico como os principais motivos para o insucesso da administração, além de mencionar traços de covardia pessoal.

As declarações repercutiram no cenário político nacional, intensificando os debates sobre a atuação de figuras públicas brasileiras em instâncias internacionais e o direcionamento das articulações da família Bolsonaro.

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