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Google recusa pedido de Trump para renomear o Oceano Atlântico

Presidente dos Estados Unidos afirmou ter tentado alterar a denominação do oceano para 'Oceano Americano', mas a empresa negou a solicitação.

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Google recusa pedido de Trump para renomear o Oceano Atlântico
Google recusa pedido de Trump para renomear o Oceano Atlântico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve um pedido de alteração de nome rejeitado pelo CEO do Google, Sundar Pichai. Durante um comício realizado na Carolina do Sul na quarta-feira, o mandatário norte-americano revelou que tentou convencer a gigante de tecnologia a rebatizar o Oceano Atlântico como 'Oceano Americano' ou 'Oceano das Américas'.

Segundo o relato de Trump, a investida não avançou porque o executivo da empresa argumentou que os oceanos possuem características distintas de outros corpos d'água anteriormente renomeados nos mapas da plataforma. A justificativa apresentada foi de que os oceanos banham diversos países ao redor do globo, o que tornaria a mudança inadequada.

“Eu disse: ‘Sundar, estou pensando no Oceano Atlântico. Você consegue fazer isso?’ ‘Não, não, não, desta vez não vou fazer isso.’ Ele disse: ‘Os oceanos são diferentes, senhor. Eles abrangem muitos países. Muitos mesmo. Por favor, não nos peça para fazer isso’”, declarou o presidente americano para o público presente no evento político.

Apesar da recusa para o Atlântico, Trump mencionou que avaliava brincar com a mudança no Oceano Pacífico apenas para gerar repercussão na Europa, embora tenha reforçado que deve desistir da empreitada. O político também destacou que aprecia apenas essas duas grandes massas de água e que não pretende adicionar menções aos Estados Unidos em outros oceanos.

A relação entre a administração de Donald Trump e as atualizações cartográficas do Google inclui antecedentes recentes. Em janeiro de 2025, após ordens do governo norte-americano, a empresa alterou o nome exibido no serviço de mapas para usuários nos Estados Unidos, mudando a denominação do Golfo do México para 'Golfo da América'. Na ocasião, a modificação foi aplicada apenas para o público local, mantendo o nome tradicional para o restante do mundo.

Além das tentativas de rebatizar acidentes geográficos marítimos e lacustres, como o Lago Ontário, o governo dos Estados Unidos tem buscado outras frentes de alteração toponímica. Entre as propostas defendidas por aliados e pelo próprio presidente nos últimos meses está a mudança no nome do estado do Novo México para 'Nova América', refletindo uma estratégia contínua da gestão atual de marcar sua identidade em marcos geográficos e institucionais do país.

Fontes consultadas

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