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Tecnologia

Google restringe modelos do Gemini e lança assistente autônomo

Novas regras limitam o acesso gratuito da inteligência artificial enquanto a empresa apresenta um agente universal para ambientes corporativos.

Por 2 min de leitura

Google restringe modelos do Gemini e lança assistente autônomo
Google restringe modelos do Gemini e lança assistente autônomo

O Google implementou mudanças significativas no acesso aos seus modelos de inteligência artificial Gemini, restringindo contas gratuitas e planos de entrada a versões mais básicas a partir de outubro. A reformulação ocorre em meio a instabilidades técnicas relatadas por milhares de usuários e ao anúncio de uma nova ferramenta autônoma voltada para o trabalho corporativo, que operará inclusive em plataformas concorrentes.

A partir de agora, usuários sem planos pagos passam a contar exclusivamente com o modelo Gemini Flash-Lite. Assinantes da modalidade mais barata, o AI Plus, mantêm o acesso ao Flash-Lite e ao Flash, mas perdem o modelo Pro. Apenas os usuários das categorias AI Pro e AI Ultra conservam todas as opções de modelos, em uma estratégia para incentivar a migração para serviços pagos num mercado onde apenas uma pequena parcela dos consumidores paga por IA.

Paralelamente às restrições de modelos, o Google Cloud revelou o Gemini Agent durante o evento Gemini at Work, realizado em outubro de 2026. A nova ferramenta foi desenhada para atuar de forma autônoma na execução de objetivos complexos estipulados por humanos, operando continuamente na nuvem mesmo quando o profissional não está ativo no sistema.

O assistente universal se destaca por funcionar não apenas dentro do ecossistema Google Workspace, como Gmail, Docs, Sheets e Calendar, mas também em ambientes de terceiros como o Microsoft 365 e o Slack. O CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, destacou que a plataforma suporta inclusive modelos de outras empresas, a exemplo da Anthropic, oferecendo controle corporativo e flexibilidade de execução.

As novidades coincidem com problemas operacionais na plataforma de inteligência artificial. Milhares de usuários nos Estados Unidos registraram instabilidades em meados de outubro, com relatórios no Downdetector apontando falhas generalizadas na geração de respostas por IA, além de códigos de erro de servidor e o desaparecimento temporário de históricos recentes de conversas.

Enquanto a companhia não divulgou uma previsão oficial para a normalização completa do serviço após as falhas técnicas, o foco estratégico do Google parece consolidado na monetização de recursos avançados e na expansão de ferramentas autônomas de trabalho, desafiando concorrentes tradicionais do mercado de produtividade corporativa.

Fontes consultadas

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