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Saúde

Gordura abdominal e acúmulo no fígado exigem cuidados redobrados

Especialistas alertam que o excesso de peso na região abdominal está diretamente ligado a complicações metabólicas graves, como a esteatose hepática.

Por 2 min de leitura

Gordura abdominal e acúmulo no fígado exigem cuidados redobrados
Gordura abdominal e acúmulo no fígado exigem cuidados redobrados

O acúmulo de gordura na região abdominal representa um fator de risco significativo para o desenvolvimento de condições silenciosas e perigosas, a exemplo da esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado. A alteração afeta milhões de pessoas e pode desencadear complicações graves se não for identificada e tratada de forma precoce.

Segundo orientações de órgãos de saúde, a esteatose hepática pode ser dividida entre causas alcoólicas, provocadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e não alcoólicas, associadas a hábitos e estilos de vida inadequados. Quando o percentual de gordura no órgão atinge 5% ou mais, o acompanhamento médico torna-se fundamental para evitar a evolução para quadros clínicos críticos.

Entre as complicações mais severas decorrentes da progressão da doença estão a fibrose, a cirrose e o câncer de fígado. Além disso, especialistas apontam que a condição atua como um fator de risco considerável para o surgimento de problemas cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

O sobrepeso e a alimentação inadequada destacam-se entre as principais causas do problema. A adoção de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, aliada à redução de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gorduras trans, figura como a principal estratégia preventiva para manter a saúde hepática.

A perda de peso gradual, estimada entre 5% e 10% do peso corporal, tem o potencial de reduzir drasticamente a gordura acumulada no fígado e reverter quadros iniciais. A prática regular de exercícios físicos, tanto aeróbicos quanto de fortalecimento muscular, também auxilia no metabolismo da gordura e na melhora da sensibilidade à insulina.

Em paralelo, fases específicas da vida, como o climatério e a menopausa, também exigem atenção redobrada com a saúde cardiovascular e a distribuição da gordura corporal. Com a queda nos níveis de estrogênio, o organismo feminino perde parte da proteção vascular natural, elevando a probabilidade de acúmulo de gordura na região abdominal.

Para mitigar esses riscos, médicos recomendam o acompanhamento periódico do peso, da pressão arterial e de taxas como colesterol e glicemia, além da manutenção de hábitos de vida saudáveis e da prática constante de atividades físicas moderadas ao longo de toda a semana.

Fontes consultadas

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