Governo de SP assina contrato para nova sede administrativa no centro
Parceria público-privada prevê investimento de R$ 6,1 bilhões para revitalizar a região dos Campos Elíseos com a construção de novos prédios.
Oito meses após o leilão realizado na B3, a gestão paulista assinou o contrato de concessão para a construção e a administração da nova sede do governo de São Paulo no bairro dos Campos Elíseos, localizado na região central da capital. A parceria público-privada, com duração prevista de 30 anos, conta com um investimento estimado em R$ 6,1 bilhões.
A assinatura do documento sofreu um adiamento em relação à estimativa inicial, que previa o fechamento do acordo em julho. De acordo com o secretário estadual de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, o atraso ocorreu a pedido da concessionária, que solicitou mais tempo para cumprir metas, reunir documentos e estruturar fontes de financiamento diante de um mercado complexo.
O projeto estrutural envolve a desapropriação de 312 imóveis para dar espaço a sete novos edifícios nos arredores da Praça Princesa Isabel. As tratativas com os atuais moradores devem começar ainda este ano. Segundo o cronograma oficial, as obras civis estão programadas para iniciar em 2027, com entregas parciais a partir de 2028, e a conclusão geral planejada para 2030.
O governo estadual informou que já reservou R$ 500 milhões para cobrir os custos das desapropriações, cuja estimativa total de gastos alcança R$ 676,9 milhões. O contrato estabelece que a concessionária será responsável por viabilizar moradias para as famílias removidas em um raio de até três quilômetros de suas residências atuais, salvo em casos de opção própria por locais mais distantes.
A proposta de transferência tem como objetivo criar uma esplanada governamental na área central, reunindo as sedes de diversas secretarias e abrigando cerca de 22 mil funcionários públicos. Além dos prédios administrativos, a iniciativa prevê o restauro de 17 imóveis tombados, a ampliação de 40% das áreas verdes e a integração comercial com fachadas ativas nos andares térreos dos novos edifícios.
Como parte das movimentações imobiliárias ligadas ao projeto, a administração estadual planeja desativar escritórios atuais e realocar pastas como as secretarias de Esportes, de Turismo e de Agricultura. A medida visa preparar antigos prédios públicos para futuros leilões, permitindo que os novos proprietários realizem intervenções de revitalização voltadas para usos habitacionais, hoteleiros e comerciais.