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Greves afetam transportes e cultura em diferentes países

Paralisações em serviços de transporte público e instituições culturais geram impactos em Portugal, Argentina, Itália e Brasil.

Por 2 min de leitura

Greves afetam transportes e cultura em diferentes países
Greves afetam transportes e cultura em diferentes países

Diferentes setores enfrentam paralisações nesta semana, afetando o transporte público e eventos culturais em cidades da Europa e da América Latina. As manifestações envolvem reivindicações por reajustes salariais, melhorias nas condições de trabalho e protestos contra detenções de sindicalistas.

Em Portugal, o segundo dia de greve dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul registrou adesão total de acordo com o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses. A paralisação afeta o sistema de metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal. O sindicato aponta que a greve decorre da ausência de resultados em negociações de um novo Acordo de Empresa que já duram cerca de dois anos e meio.

Por outro lado, o conselho de administração da empresa classificou a greve como desproporcional. A gestão destacou que mantém abertura contínua para o diálogo e tem implementado melhorias efetivas nas condições de trabalho, sobretudo para os operadores de condução. Serviços mínimos foram estabelecidos para garantir a circulação parcial em horários específicos.

Na Argentina, o metrô de Buenos Aires paralisou totalmente as atividades após a detenção de sindicalistas. A Associação Sindical dos Trabalhadores do Metrô e Premetro informou que o serviço continuará interrompido até a libertação imediata dos trabalhadores presos. O conflito começou após a sanção a um funcionário e a subsequente liberação de catracas, o que motivou uma intervenção policial e confrontos.

O prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, defendeu a atuação das autoridades e afirmou que bloqueios em serviços essenciais resultam em prisões. Em contrapartida, os sindicatos denunciam a criminalização dos protestos e exigem respostas das autoridades locais.

Na Itália, a estreia da ópera "Faust", de Charles Gounod, prevista para o Teatro alla Scala, em Milão, foi cancelada devido a uma greve de funcionários convocada por centrais sindicais. Os trabalhadores exigem um aumento de 15% na remuneração bruta anual para combater a inflação. A administração do teatro avaliou que a proposta geraria um custo insustentável de 37 milhões de euros em três anos.

No Brasil, a greve dos motoristas de ônibus da empresa Transwolff foi retomada em São Paulo após demissões por justa causa que a categoria classificou como retaliação. Os trabalhadores também apontam a falta de comprovação nos repasses de INSS e FGTS. A paralisação impactou dezenas de linhas e centenas de milhares de passageiros na zona sul da capital paulista, exigindo a ativação de planos de atendimento emergencial.

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