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Saúde

Hantavirose apresenta taxa de letalidade de 51% em São Paulo

Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância da identificação precoce dos sintomas e das medidas preventivas contra a zoonose viral.

Por 3 min de leitura

Hantavirose apresenta taxa de letalidade de 51% em São Paulo
Hantavirose apresenta taxa de letalidade de 51% em São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta sobre a alta letalidade da hantavirose no território paulista, onde a doença registra uma taxa de aproximadamente 51%. Entre o ano de 2007 e setembro de 2026, o levantamento histórico da pasta aponta um total de 199 casos confirmados e 101 óbitos decorrentes da infecção.

Somente nos primeiros nove meses de 2026, as autoridades sanitárias contabilizarão quatro ocorrências da doença no estado, sendo que uma delas evoluiu para a morte do paciente. Diante do cenário, a recomendação oficial é de que todos os casos suspeitos sejam notificados de forma imediata aos serviços de vigilância, acionando logo em seguida a investigação epidemiológica.

A hantavirose é classificada como uma zoonose viral aguda cuja principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. Em território brasileiro, a manifestação clínica mais frequente é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), condição que compromete gravemente os sistemas respiratório e cardíaco.

Especialistas apontam que fatores ambientais também podem influenciar a dinâmica de doenças infecciosas. Dados históricos mostram que, em âmbito nacional, eventos extremos como queimadas têm o potencial de forçar o deslocamento de roedores infectados para as proximidades de residências, elevando os riscos de exposição humana.

Os principais sinais de alerta para a infecção incluem o surgimento repentino de febre alta, dores musculares intensas, mal-estar generalizado, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse e falta de ar. Indivíduos que tenham frequentado áreas rurais, chácaras, sítios, galpões ou locais com vestígios de roedores devem relatar o histórico de exposição ao médico logo no primeiro atendimento.

A diretriz técnica da SES-SP destaca que o reconhecimento precoce do quadro clínico é determinante para a avaliação médica e para o início oportuno dos cuidados necessários, aumentando as chances de sobrevivência do paciente frente à agressividade da síndrome cardiopulmonar.

Para prevenir o contágio, a principal estratégia consiste em evitar qualquer tipo de contato com roedores silvestres e suas excretas. Medidas como manter ambientes limpos, evitar o acúmulo de entulhos, armazenar mantimentos em recipientes totalmente vedados e fechar frestas impedem a aproximação desses animais.

Em imóveis fechados ou depósitos que apresentem sinais de roedores, os procedimentos de limpeza exigem cuidados específicos. O local deve ser amplamente ventilado antes da faxina, o uso de luvas e máscaras é obrigatório, e a varredura a seco deve ser totalmente evitada para não levantar poeira, priorizando-se a limpeza úmida para conter a dispersão de partículas virais.

Fontes consultadas

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