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Economia

Ibovespa avança e dólar recua no último dia útil antes do segundo turno

Mercado financeiro reage à desaceleração da prévia da inflação e acompanha pesquisas eleitorais acirradas na reta final da disputa presidencial.

Por 2 min de leitura

Ibovespa avança e dólar recua no último dia útil antes do segundo turno
Ibovespa avança e dólar recua no último dia útil antes do segundo turno

O Ibovespa operou em alta e o dólar registrou queda nesta sexta-feira, último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais marcado para o próximo domingo. Os investidores repercutem a desaceleração expressiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro e digerem os mais recentes levantamentos de intenção de voto divulgados por diferentes institutos de pesquisa.

Por volta das 15h10, o principal índice da bolsa brasileira avançava 0,66%, alcançando 205.462 pontos, enquanto a moeda americana caía 0,67%, cotada a R$ 5,00. No cenário macroeconômico, o IPCA-15 indicou que a prévia da inflação subiu 0,32% no mês, desacelerando em relação aos 0,70% registrados no período anterior e ficando abaixo das projeções de mercado.

Na frente política, a reta final da campanha mantém cautela entre os agentes econômicos devido à disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisas divulgadas nesta sexta-feira mostram cenários de empate técnico e variações estreitas entre os candidatos, antecedendo o último debate televisivo na TV Globo.

O levantamento do Real Time Big Data aponta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, frente a 48% de Lula. O instituto Vox, por sua vez, traz o atual presidente com 50,6% e o candidato do PL com 49,4%. Outros institutos, como Datafolha, Quaest e Poder Data/Aya, também registraram margens apertadas nos últimos dias, consolidando um quadro de indefinição matemática.

Analistas avaliam que a consolidação de expectativas em torno de uma possível vitória do candidato da oposição gera projeções de alívio cambial para os próximos anos. A avaliação de instituições financeiras aponta que a troca de comando poderia influenciar a trajetória da dívida pública, embora analistas destaquem desafios fiscais adiante.

Enquanto o mercado financeiro aguarda o desfecho das urnas no próximo domingo, a divulgação da inflação abaixo do esperado também alimenta apostas de que o Banco Central poderá adotar cortes de juros em ritmo mais acelerado nos próximos meses, encerrando a semana de fortes movimentações econômicas e políticas.

Fontes consultadas

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