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Economia

Incêndio deixa navio porta-contêineres à deriva no Atlântico Sul

Embarcação que seguia de Singapura para o Porto de Santos sofreu chamas e tripulação precisou abandonar o navio.

Por 2 min de leitura

Incêndio deixa navio porta-contêineres à deriva no Atlântico Sul
Incêndio deixa navio porta-contêineres à deriva no Atlântico Sul

Um incêndio a bordo do navio porta-contêineres Espírito Santo Express deixou a embarcação à deriva no Oceano Atlântico Sul, transportando mercadorias destinadas a portos do Brasil. O incidente ocorreu durante a viagem entre Singapura e o Porto de Santos, com registros do fogo entre os dias 15 e 16 de outubro. A situação foi divulgada publicamente pela operadora Hapag-Lloyd e pela proprietária da embarcação, Seaspan.

De acordo com a operadora, todos os tripulantes conseguiram abandonar a embarcação e estão em segurança, tendo sido devidamente localizados e contabilizados. Informações divulgadas por publicações especializadas apontam que o navio fazia a rotação AS2, levando contêineres com múltiplos destinos na América do Sul, incluindo os portos brasileiras de Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande, além de Montevidéu e Buenos Aires.

A distância da costa brasileira impõe maior complexidade e lentidão às operações de resposta. Um aviso de navegação emitido em 15 de outubro posicionou o navio a mais de 1.500 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, com fontes divergindo ligeiramente e estimando a distância em mais de 1.700 quilômetros. Diante do risco de novas explosões e da queda de contêineres ao mar, autoridades recomendaram que outras embarcações mantivessem distância da área afetada.

Para auxiliar no atendimento à ocorrência no oceano, a Força Aérea Brasileira enviou uma aeronave Embraer KC-390 para a região. Navios mercantes que trafegavam pelas proximidades também foram desviados para prestar assistência e apoiar os esforços de busca e salvamento no local.

Até o momento, as causas do incêndio e a extensão exata dos danos materiais ainda não foram informadas pelas companhias responsáveis. Os comunicados oficiais não detalham quantos contêineres foram atingidos pelas chamas e nem confirmam a eventual presença de cargas perigosas a bordo da embarcação de bandeira de Singapura.

Equipes de salvamento especializadas ainda precisam alcançar o navio para controlar completamente os focos remanescentes de incêndio e avaliar as condições estruturais. Somente após essa etapa será possível analisar a viabilidade de rebocar a embarcação até um porto na América do Sul, processo que costuma demandar semanas.

Para importadores, exportadores e empresas com mercadorias no navio, o cenário aponta para atrasos significativos e possíveis perdas de estoque. A Hapag-Lloyd orientou os clientes afetados a buscarem o atendimento local para esclarecimentos sobre os embarques, enquanto o mercado avalia os impactos operacionais e eventuais despesas decorrentes de procedimentos de avaria grossa.

Fontes consultadas

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