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Saúde

Incêndio destrói Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo

Fogo de grandes proporções atingiu a parte superior da unidade hospitalar e obrigou à evacuação segura de 22 pacientes internados.

Por 2 min de leitura

Incêndio destrói Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo
Incêndio destrói Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã deste domingo, o Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo, em Moçambique, provocando a destruição de parte das instalações e de equipamentos destinados ao tratamento de pacientes com cancro. O fogo foi detectado por volta das 7h10, após uma enfermeira de serviço sentir cheiro a fumo e notar pequenas explosões no interior do edifício, o que permitiu o alerta imediato e a evacuação de 22 doentes internados que foram transferidos em segurança para outra enfermaria.

A rápida intervenção do Serviço Nacional de Salvação Pública evitou que as chamas se propagassem para todo o complexo hospitalar. O incêndio consumiu totalmente a estrutura superior do edifício, mas a área de Radioterapia, localizada no rés-do-chão, não foi atingida, preservando os equipamentos e materiais utilizados nesse tipo de atendimento. Até o momento, não há registo de vítimas mortais decorrentes do incidente.

Diante da gravidade da ocorrência, autoridades governamentais deslocaram-se ao local para avaliar os estragos e prestar solidariedade. A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, garantiu que o Executivo trabalha de forma articulada para restabelecer a capacidade operacional da unidade e assegurar que nenhum paciente fique desamparado. O Governo apelou ainda à solidariedade da sociedade moçambicana para mobilizar apoios voltados à recuperação plena do setor.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, classificou o episódio como um grande retrocesso para o país, tendo em vista os recentes avanços na expansão dos cuidados especializados em oncologia. Contudo, o governante assegurou que a prioridade absoluta da pasta é manter a continuidade dos tratamentos e o fornecimento regular de medicamentos para que nenhum paciente seja prejudicado.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, também visitou o hospital e destacou a tragédia que o incidente representa para o atendimento de milhares de pessoas. Manhique lembrou que o setor já lidava com desafios estruturais e operacionais, reforçando a urgência de unir recursos públicos e parcerias de cooperação para reerguer as instalações afetadas.

As causas exatas do incêndio e o valor total dos prejuízos materiais ainda são desconhecidos. Equipes técnicas especializadas realizarão avaliações detalhadas nos próximos dias para emitir um relatório conclusivo sobre a origem das chamas, enquanto a direção do hospital prioriza a segurança clínica e o prosseguimento da assistência médica.

Fontes consultadas

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