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Brasil

Influenciadora é presa em Mato Grosso em operação contra fraudes

Ação policial apura esquema de lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas que causou prejuízo superior a R$ 414 mil.

Por 3 min de leitura

Influenciadora é presa em Mato Grosso em operação contra fraudes
Influenciadora é presa em Mato Grosso em operação contra fraudes

A influenciadora digital Aryadna Cristina foi presa nesta quinta-feira, 29, durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em Cuiabá e Várzea Grande. A investigação apura crimes de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, acumulando um prejuízo estimado em mais de R$ 414 mil para vítimas em estados como Mato Grosso, Rio de Janeiro e Pará.

Menos de 24 horas antes de sua prisão, a influenciadora utilizou os stories de seu perfil nas redes sociais para divulgar casas de apostas online. A conta usada para as postagens possui 7.690 seguidores e é identificada na biografia como um perfil reserva de outra página com aproximadamente 58 mil seguidores. Conforme as autoridades policiais, ela exibia na internet um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada, ostentando viagens e artigos de luxo.

Além da influenciadora, o companheiro dela e outras duas pessoas foram alvos de mandados de prisão na mesma operação. As autoridades policiais informaram ainda que um quinto investigado não havia sido localizado até o momento. Durante a abordagem de um dos suspeitos, apontado como integrante de uma facção criminosa e que supostamente orientava a movimentação financeira com a ajuda da esposa, a polícia apreendeu uma pequena quantidade de drogas, resultando na lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

O esquema criminoso funcionava por meio de abordagens a vítimas na internet, utilizando plataformas de compra e venda e redes sociais com falsos anúncios de veículos, além de golpes conhecidos como o do falso parente e do falso funcionário de banco. Os valores obtidos nas transferências via Pix eram rapidamente fracionados em quantias menores que R$ 10 mil e distribuídos em contas bancárias de terceiros.

Posteriormente, o montante era concentrado em poder de um dos investigados e redistribuído para a aquisição de bens de alto valor, como veículos e joias, que serviam para alimentar a ostentação exibida nas redes sociais. A Justiça autorizou o cumprimento de 20 ordens judiciais, que envolveram mandados de prisão, buscas e apreensões, o sequestro de veículos e a quebra do sigilo telemático dos aparelhos coletados.

A primeira fase da Operação Rede Oculta ocorreu em 27 de maio de 2024, após investigações iniciadas em 2023 motivadas por denúncias anônimas. Naquela etapa inicial, trinta ordens judiciais foram cumpridas contra quinze suspeitos, resultando na apreensão de bens e veículos de luxo. A análise do material apreendido e dos dados financeiros permitiu à polícia aprofundar as apurações e identificar os novos alvos desta segunda fase.

Segundo o delegado Ruy Peral, responsável pela condução do caso, a conclusão desta etapa encerra um ciclo investigativo robusto baseado em análises técnicas e financeiras. A ofensiva policial busca desarticular completamente tanto os operadores diretos dos golpes eletrônicos quanto o patrimônio acumulado de forma ilícita em detrimento das vítimas.

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