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Tecnologia

Inteligência artificial permite editar fotos mantendo traços faciais

Ferramentas como ChatGPT e Gemini possibilitam ajustes em imagens preservando a identidade do usuário através de comandos específicos.

Por 3 min de leitura

Inteligência artificial permite editar fotos mantendo traços faciais
Inteligência artificial permite editar fotos mantendo traços faciais

A tecnologia de inteligência artificial generativa tem transformado a maneira como usuários editam suas fotografias pessoais. Plataformas como o ChatGPT e o Gemini, desenvolvidos por empresas líderes do setor, agora permitem que qualquer pessoa realize alterações em retratos, como a mudança de cenários, iluminação, vestimentas ou estilos visuais, sem a necessidade de conhecimentos avançados em softwares de edição profissional.

O processo fundamental para obter resultados satisfatórios reside na clareza dos comandos, conhecidos como prompts. Para garantir que a identidade do indivíduo seja preservada, é essencial que o usuário forneça uma imagem de base nítida e bem iluminada, evitando fotos com sombras excessivas ou elementos que obstruam o rosto. A instrução enviada à inteligência artificial deve especificar explicitamente a necessidade de manter a expressão, os traços faciais e as proporções originais.

Especialistas em tecnologia recomendam que o pedido seja dividido em etapas. Em uma primeira rodada, o usuário deve anexar a foto e solicitar a alteração desejada no ambiente ou no estilo, reforçando a regra de preservação da face. Caso o resultado inicial apresente distorções, é possível realizar rodadas curtas de refinamento, solicitando ajustes pontuais como a correção de texturas de pele ou a simplificação de elementos de fundo, o que evita que a IA interprete o comando como uma criação de uma nova pessoa.

No caso do ChatGPT, a ferramenta permite que o usuário selecione áreas específicas da imagem para edição localizada. Essa funcionalidade é particularmente útil quando o rosto está satisfatório, mas o fundo ou a roupa precisam de modificações. Já no Gemini, a abordagem segue um fluxo similar de envio de referência, onde o usuário pode descrever detalhadamente o cenário, a iluminação e o enquadramento desejados, utilizando termos técnicos como 'lente de 85mm' ou 'iluminação estilo Rembrandt' para obter resultados mais realistas.

Apesar da facilidade de uso, o uso dessas ferramentas exige cautela ética. É fundamental que os usuários utilizem apenas imagens próprias ou obtenham autorização explícita de terceiros antes de realizar qualquer edição. O uso indevido de fotos de outras pessoas pode violar direitos de imagem e privacidade, além de gerar problemas legais. A recomendação é evitar o processamento de imagens de desconhecidos ou figuras públicas sem o devido consentimento.

Além disso, a precisão da IA pode variar conforme a qualidade do arquivo enviado. Imagens borradas, pequenas ou com baixa resolução tendem a produzir resultados menos fiéis. Ao finalizar a edição, é aconselhável revisar a imagem para verificar se detalhes como mãos, olhos e acessórios foram processados corretamente. Em casos de divulgação, a transparência sobre o uso de inteligência artificial na criação ou edição do material é considerada uma boa prática no ambiente digital.

Fontes consultadas

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