Inteligência artificial permite editar fotos mantendo traços faciais
Ferramentas como ChatGPT e Gemini possibilitam ajustes em imagens preservando a identidade do usuário através de comandos específicos.
A tecnologia de inteligência artificial generativa tem transformado a maneira como usuários editam suas fotografias pessoais. Plataformas como o ChatGPT e o Gemini, desenvolvidos por empresas líderes do setor, agora permitem que qualquer pessoa realize alterações em retratos, como a mudança de cenários, iluminação, vestimentas ou estilos visuais, sem a necessidade de conhecimentos avançados em softwares de edição profissional.
O processo fundamental para obter resultados satisfatórios reside na clareza dos comandos, conhecidos como prompts. Para garantir que a identidade do indivíduo seja preservada, é essencial que o usuário forneça uma imagem de base nítida e bem iluminada, evitando fotos com sombras excessivas ou elementos que obstruam o rosto. A instrução enviada à inteligência artificial deve especificar explicitamente a necessidade de manter a expressão, os traços faciais e as proporções originais.
Especialistas em tecnologia recomendam que o pedido seja dividido em etapas. Em uma primeira rodada, o usuário deve anexar a foto e solicitar a alteração desejada no ambiente ou no estilo, reforçando a regra de preservação da face. Caso o resultado inicial apresente distorções, é possível realizar rodadas curtas de refinamento, solicitando ajustes pontuais como a correção de texturas de pele ou a simplificação de elementos de fundo, o que evita que a IA interprete o comando como uma criação de uma nova pessoa.
No caso do ChatGPT, a ferramenta permite que o usuário selecione áreas específicas da imagem para edição localizada. Essa funcionalidade é particularmente útil quando o rosto está satisfatório, mas o fundo ou a roupa precisam de modificações. Já no Gemini, a abordagem segue um fluxo similar de envio de referência, onde o usuário pode descrever detalhadamente o cenário, a iluminação e o enquadramento desejados, utilizando termos técnicos como 'lente de 85mm' ou 'iluminação estilo Rembrandt' para obter resultados mais realistas.
Apesar da facilidade de uso, o uso dessas ferramentas exige cautela ética. É fundamental que os usuários utilizem apenas imagens próprias ou obtenham autorização explícita de terceiros antes de realizar qualquer edição. O uso indevido de fotos de outras pessoas pode violar direitos de imagem e privacidade, além de gerar problemas legais. A recomendação é evitar o processamento de imagens de desconhecidos ou figuras públicas sem o devido consentimento.
Além disso, a precisão da IA pode variar conforme a qualidade do arquivo enviado. Imagens borradas, pequenas ou com baixa resolução tendem a produzir resultados menos fiéis. Ao finalizar a edição, é aconselhável revisar a imagem para verificar se detalhes como mãos, olhos e acessórios foram processados corretamente. Em casos de divulgação, a transparência sobre o uso de inteligência artificial na criação ou edição do material é considerada uma boa prática no ambiente digital.
Fontes consultadas
- Como criar fotos suas com IA no ChatGPT sem mudar o rosto: 10 prompts tekimobile.com
- Prompts para fotos femininas: 10 comandos para usar no Gemini techtudo.com.br
- Obra de Monet é leiloada por R$ 282 milhões e quebra recorde na França em.com.br
- O grande administrador do Cineteatro São João - Diógenes Freire Costa jornaldodiase.com.br