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Italiana exige indenização após descobrir homossexualidade do marido

Mulher pediu 50 mil euros à Justiça na Toscana alegando danos à saúde e à família, mas o caso foi encerrado mediante acordo.

Por 2 min de leitura

Italiana exige indenização após descobrir homossexualidade do marido
Italiana exige indenização após descobrir homossexualidade do marido

Uma moradora da Itália acionou a Justiça em um tribunal de Pistoia, na região da Toscana, para exigir uma indenização de 50 mil euros de seu ex-marido após descobrir que ele é homossexual e pretendia seguir a vida com outro homem. O caso, noticiado pela imprensa local nesta segunda-feira (19), culminou em um acordo particular entre as partes durante o processo de divórcio.

De acordo com os autos do processo, o casal estava casado desde o final da década de 1990 e passou os primeiros anos de união sem conflitos aparentes antes de se estabelecer na região da Toscana. Com o passar do tempo, divergências sobre o desejo da mulher de ter filhos começaram a desgastar a relação.

A italiana relatou que sempre quis ampliar a família e chegou a pesquisar alternativas para preservar a fertilidade, como o congelamento de óvulos, além de propor ao marido recorrer à fertilização in vitro. Contudo, ele teria recusado repetidamente fornecer esperma para viabilizar a tentativa de terem um filho biológico.

Anos mais tarde, o homem revelou que havia se apaixonado por outro indivíduo e desejava construir uma nova vida com ele. A revelação gerou forte impacto emocional na esposa, que decidiu buscar reparação judicial por considerar que seus direitos fundamentais ligados à família, à saúde e à procriação foram prejudicados pela omissão do cônjuge.

Na ação, a mulher sustentou que a situação provocou o surgimento ou o agravamento de problemas de saúde, incluindo quadros de depressão, além de afetar negativamente sua rotina, sua capacidade de trabalhar e seu bem-estar físico e psicológico global.

Por outro lado, a defesa do marido argumentou que o casamento já atravessava uma crise prolongada e que o casal havia decidido se separar. Ele também alegou que a esposa manteve outro relacionamento durante o período e sustentou que ninguém pode ser obrigado a manter relações sexuais ou a ter filhos.

Diante do impasse, o juiz responsável determinou a realização de uma negociação assistida. Após meses de debates e com o andamento formal do divórcio, os envolvidos alcançaram um entendimento particular, encerrando a disputa jurídica sem a necessidade de uma sentença definitiva sobre as acusações.

Fontes consultadas

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