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Política

Janja responsabiliza Bolsonaro pela morte da mãe durante a pandemia

Declaração da primeira-dama foi publicada em vídeo nas redes sociais e integrou a estratégia de campanha do segundo turno da eleição presidencial.

Por 2 min de leitura

Janja responsabiliza Bolsonaro pela morte da mãe durante a pandemia
Janja responsabiliza Bolsonaro pela morte da mãe durante a pandemia

A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou neste domingo que a morte de sua mãe por covid-19, ocorrida em outubro de 2020, foi resultado da negligência do então presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em um vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais no contexto da campanha do segundo turno das eleições presidenciais.

No material divulgado, Janja relata que sua mãe sofria de Alzheimer e foi internada por outro problema de saúde, mas acabou contraindo o coronavírus no hospital. A primeira-dama destacou que não pôde se despedir adequadamente da mãe e criticou a postura do governo federal durante a crise sanitária, mencionando descrença na ciência, indicação de medicamentos inadequados e suspeitas de corrupção na compra de vacinas.

Na legenda da publicação, a primeira-dama apontou que mais de 700 mil pessoas perderam a vida em decorrência da condução da pandemia pelo governo anterior. O tema da covid-19 tem sido utilizado como parte da estratégia de mobilização da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca o quarto mandato no Executivo federal.

Como parte da mesma estratégia de campanha, a equipe de Lula também divulgou um depoimento de Déa Lúcia Amaral, mãe do humorista Paulo Gustavo, que faleceu vítima da covid-19 em maio de 2021. No vídeo, Déa criticou a demora na chegada dos imunizantes e a postura do antigo mandatário, além de manifestar oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro.

As manifestações ocorrem no mesmo dia em que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro participaram do primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela TV Band, em São Paulo. O confronto eleitoral decisivo está marcado para o próximo domingo.

Na chegada aos estúdios da emissora, a comitiva presidencial enfrentou episódios de hostilidade do lado de fora. Enquanto o presidente conversava com jornalistas, manifestantes presentes no local proferiram ofensas verbais de cunho misógino direcionadas à primeira-dama Janja da Silva.

Antes do início do debate de noventa e quatro minutos, ambos os candidatos comentaram as expectativas para o encontro. Lula defendeu que o debate seja um exemplo de civilidade para a sociedade e evitou provocações, enquanto Flávio Bolsonaro afirmou que pretende confrontar as declarações do adversário e combater o que classificou como mentiras.

Fontes consultadas

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