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Saúde

Japão inicia tratamento inovador para Parkinson com células-tronco

Procedimento inédito utiliza células iPS para repor a dopamina perdida no cérebro de pacientes.

Por 2 min de leitura

Japão inicia tratamento inovador para Parkinson com células-tronco
Japão inicia tratamento inovador para Parkinson com células-tronco

Um paciente foi submetido a uma terapia revolucionária para o tratamento da doença de Parkinson no Japão, utilizando células-tronco, conforme anunciou nesta sexta-feira (30) a empresa farmacêutica responsável pelo procedimento. A intervenção ocorre logo após a aprovação condicional da técnica no país asiático.

A companhia Sumitomo Pharma informou em comunicado oficial que "o primeiro transplante ocorreu no Hospital Universitário de Quioto em outubro". Atualmente, as opções terapêuticas disponíveis no mercado servem apenas para abrandar os sintomas, sem conseguir interromper ou reduzir a progressão da enfermidade degenerativa.

O método inovador desenvolvido pela farmacêutica consiste no transplante de milhões de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), obtidas a partir de doadores saudáveis, diretamente para o tecido cerebral do paciente. As células iPS são criadas pela reprogramação de células adultas especializadas, fazendo com que retornem a um estágio jovem e versátil, capaz de se transformar em praticamente qualquer tipo de tecido humano.

No contexto desta terapia, tais células são direcionadas e diferenciadas em precursoras das células produtoras de dopamina. A deficiência desse neurotransmissor é uma das principais características biológicas observadas em indivíduos acometidos pelo Parkinson, afetando diretamente o controle dos movimentos do corpo.

A autorização condicional da técnica pelo governo japonês ocorreu em março, após a conclusão bem-sucedida de um ensaio clínico preliminar que avaliou sete voluntários com idades entre 50 e 69 anos. Cada participante recebeu implantes de cinco a dez milhões de células em ambos os hemisférios do cérebro.

Durante um acompanhamento médico de dois anos realizado com os participantes do teste inicial, os pesquisadores não registraram efeitos colaterais graves. Além disso, quatro dos sete pacientes demonstraram melhoras significativas em seus sintomas motores ao longo do período de observação.

Com os resultados encorajadores obtidos até o momento, a Sumitomo Pharma revelou que pretende expandir a aplicação da técnica. A meta da empresa é realizar transplantes em um grupo de 20 a 30 pessoas até março de 2029, enquanto paralelamente conduz estudos clínicos semelhantes em território norte-americano.

Fontes consultadas

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