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Justiça autoriza arrombamento em imóvel ligado a Marcelinho Carioca

A medida faz parte de um processo judicial iniciado em 1998 referente à morte de um adolescente em um sítio do ex-jogador.

Por 3 min de leitura

Justiça autoriza arrombamento em imóvel ligado a Marcelinho Carioca
Justiça autoriza arrombamento em imóvel ligado a Marcelinho Carioca

A Justiça de São Paulo autorizou o arrombamento e o uso de reforço policial, caso necessário, para cumprir uma decisão de penhora de bens associados ao ex-jogador e ídolo do Corinthians Marcelinho Carioca. A determinação judicial ocorre no âmbito de um processo movido há 28 anos, originado pela morte de um adolescente em uma propriedade do ex-atleta localizada no interior paulista.

A ordem foi assinada pelo juiz Alfredo Gehring Cardoso Falchi Fonseca, da 1ª Vara Cível da Comarca de Itapetininga, no final do mês de julho. Apesar da autorização, os oficiais de Justiça ainda enfrentam dificuldades para executar a medida, tendo registrado tentativas sem sucesso de localizar o ex-jogador nos meses de agosto e setembro.

O processo judicial é movido pelos pais da vítima, Servio Machado e Pedra Batista. O casal busca o pagamento de uma indenização fixada em R$ 705 mil após o trânsito em julgado da ação. O caso remonta ao ano de 1998, quando o adolescente Cristiano Donizeti, então com 17 anos, foi contratado para trabalhar no sítio de Marcelinho e morreu após ser pisoteado por um cavalo.

De acordo com as decisões das instâncias judiciais, o ex-jogador foi considerado responsável pelo acidente por ser o proprietário do local e por empregar um menor de idade sem a experiência necessária ou a estrutura adequada para o manejo de animais de grande porte. A sentença destacou que a falta de preparo e as condições da tarefa exigida contribuíram para o desfecho trágico.

A defesa dos pais da vítima tem tentado localizar patrimônios em nome do ex-atleta para garantir a reparação financeira, mas relata não ter encontrado veículos ou imóveis registrados diretamente em seu nome, além de ter localizado apenas contas bancárias sem saldo. Representantes jurídicos afirmam que o ex-jogador nunca buscou a família para prestar apoio após o ocorrido.

Em investigações patrimoniais anteriores realizadas por meio de ferramentas do Conselho Nacional de Justiça, nenhum bem de grande valor havia sido identificado em nome de Marcelinho Carioca. No entanto, em 2024, credores conseguiram a penhora de matrículas de imóveis situados na zona leste de São Paulo ligados ao ex-atleta para leilão voltado à quitação de dívidas condominiais, embora o casal ainda não tenha tido acesso aos valores.

A defesa do ex-jogador não foi localizada de imediato para comentar a nova decisão judicial, mantendo-se o espaço aberto para manifestações futuras sobre o andamento do processo e o cumprimento da ordem de penhora.

Fontes consultadas

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