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Brasil

Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar indenizações

Influenciadores foram condenados pela Justiça de São Paulo a pagar mais de R$ 210 mil após acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025.

Por 2 min de leitura

Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar indenizações
Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar indenizações

A Justiça de São Paulo condenou o influenciador Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, e a namorada dele, a influenciadora Bia Miranda, a pagarem mais de R$ 210 mil em indenizações por danos morais e materiais a pai e filho vítimas de um acidente de trânsito. O caso ocorreu em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, localizada na Zona Oeste da capital paulista.

De acordo com a sentença proferida pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível, o Porsche conversível conduzido por Gato Preto avançou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu um Hyundai HB20 ocupado por Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano. Laudos apontaram que o motorista estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha no momento da colisão.

O magistrado determinou que Gato Preto pague R$ 100 mil a Ivan e R$ 60 mil a Edilson por danos morais, além de R$ 1.335,99 por danos materiais referentes a um celular danificado. No total, as reparações atribuídas ao influenciador somam R$ 161.335,99. Ele e a companheira deixaram o local do acidente sem prestar socorro às vítimas.

A condenação de Bia Miranda decorre de sua conduta após a batida, quando ela atuava como passageira do veículo. Enquanto Ivan era socorrido, a influenciadora gravou a cena, publicou os registros para milhões de seguidores e utilizou termos pejorativos para se referir a Edilson, chamando-o de “senhorzinho”, e ao automóvel das vítimas, rotulado como “lixo”.

Pelas publicações e exposição das vítimas, Bia Miranda foi condenada a pagar R$ 20 mil a Ivan e R$ 30 mil a Edilson, totalizando R$ 50 mil em danos morais. Na defesa, a influenciadora argumentou que apenas informava o público sobre seu estado de saúde, mas o argumento foi rejeitado pelo juiz.

O impacto do acidente gerou consequências severas para os ocupantes do HB20. Ivan sofreu fraturas na mandíbula, escoriações no rosto e precisou se submeter a uma dieta líquida e pastosa, além de acompanhamento médico e psicológico por três meses devido ao agravamento de um quadro de ansiedade.

A sentença também definiu que os valores recebidos pelas vítimas em eventual processo criminal sobre o mesmo fato deverão ser descontados para evitar pagamentos duplicados. Outros pedidos, como a exigência de retratações públicas nas redes sociais e uma indenização pleiteada pela esposa de Edilson, foram rejeitados pela Justiça.

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