Justiça e disputas por liminares marcam o cenário jurídico no Brasil e exterior
Pedidos de tutela de urgência e decisões judiciais movimentam casos de tecnologia, contratos públicos e ações de indenização.
O instrumento da liminar e de tutelas de urgência ganhou destaque em diferentes frentes judiciais recentes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Questões envolvendo regulação de redes sociais, contratos de tecnologia em municípios e disputas de representação em grandes ações coletivas evidenciam o impacto de decisões provisórias na rotina jurídica e administrativa.
Nos Estados Unidos, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, protocolou nesta quarta-feira, 7, um pedido de liminar para obrigar a Meta a impor restrições rigorosas ao Facebook e ao Instagram. O estado quer que a empresa identifique e remova usuários menores de 14 anos, limite o uso de adolescentes entre 14 e 17 anos a duas horas diárias e desative recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos.
A iniciativa da Flórida ocorre após o estado decidir ficar fora de um acordo bilionário firmado pela Meta com outros 48 estados americanos e o Distrito de Colúmbia. Enquanto o governo estadual argumenta que as medidas previstas no pacto nacional são insuficientes, a Meta classificou a liminar como sem fundamento e sugeriu que os esforços públicos se concentrem em outras plataformas, como YouTube e TikTok.
No Brasil, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) negou um pedido de liminar apresentado pela empresa RLZ Informática Ltda. A companhia solicitava a suspensão de um contrato de R$ 1,7 milhão firmado pela Prefeitura de Primavera do Leste, em Mato Grosso, com a Faspel Consultoria e Informática Ltda para serviços de tecnologia da informação.
A representação apontava supostas irregularidades na rescisão do contrato anterior e na contratação da nova fornecedora. O prefeito Sérgio Machnic defendeu a regularidade dos atos administrativos e sustentou que a substituição ocorreu devido a falhas na execução e à necessidade de garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais.
Outro caso relevante envolvendo tutelas de urgência ocorre em Belo Horizonte, onde a 1ª Vara Empresarial deferiu parcialmente um pedido liminar em uma disputa pela marca Pogust Goodhead. A medida determinou que o escritório internacional PGMBM se abstenha de utilizar a marca no Brasil e remova referências dela de seus canais digitais.
A disputa de marca e canais de comunicação afeta a representação de mais de 400 mil vítimas do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, que buscam indenizações em uma ação na Justiça da Inglaterra contra a mineradora BHP. Enquanto o escritório original e uma nova banca disputam a condução do processo, o caso segue gerando desdobramentos judiciais e impactos na comunicação com os atingidos.
Fontes consultadas
- Flórida quer limitar uso de Facebook e Instagram por adolescentes revistaoeste.com
- Flórida pede liminar para tirar menores de 14 anos do Instagram e Facebook após rejeitar acordo com a Meta mediatalks.uol.com.br
- Nunes Marques deve levar a plenário para revisão de condenação de Bolsonaro tmc.com.br
- Empresa aciona TCE após ser 'expulsa' de TI de prefeitura em MT | FOLHAMAX | Últimas Notícias de Cuiabá e Mato Grosso folhamax.com
- Ofensivas miram comunicação de 400 mil atingidos pela barragem de Mariana em.com.br