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Esportes

Justiça nega pedido do Vasco para jogar semifinal no Maracanã

Magistrada apontou divergências técnicas sobre o gramado, enquanto o clube busca definir o local da partida contra o Boca Juniors.

Por 3 min de leitura

Justiça nega pedido do Vasco para jogar semifinal no Maracanã
Justiça nega pedido do Vasco para jogar semifinal no Maracanã

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de tutela de urgência apresentado pelo Vasco da Gama para mandar o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. A partida decisiva está marcada para o dia 20 de outubro de 2026.

A decisão foi proferida na última segunda-feira (5) pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital. A magistrada fundamentou a recusa na existência de divergências entre os laudos técnicos apresentados pelo clube cruz-maltino e pela concessionária Fla-Flu Serviços, que administra o estádio.

Enquanto a defesa do Vasco sustentava a viabilidade de utilização do campo sem prejuízos, a administração do Maracanã argumentava que a realização do evento violaria o intervalo recomendado de 72 horas entre as partidas, comprometendo a preservação do gramado. Para a juíza, a complexidade técnica do impasse impede uma resolução liminar imediata e demanda uma avaliação especializada ou perícia.

O imbróglio começou após o clube carioca ter o pedido inicial de locação rejeitado pelo consórcio formado por Flamengo e Fluminense. Diante da negativa administrativa, a diretoria vascaína acionou o Poder Judiciário. Apesar da decisão desfavorável em primeira instância, o clube ainda pode interpor recurso junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O confronto válido pela semifinal da Sul-Americana exige o cumprimento de exigências da Confederação দক্ষিণ Americana de Futebol (Conmebol). O estádio de São Januário, casa tradicional do Vasco, possui capacidade para cerca de 21,8 mil torcedores, número inferior ao patamar mínimo de 30 mil lugares estabelecido pela entidade continental para esta fase da competição.

Paralelamente à disputa jurídica, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) emitiu um ofício ao consórcio recomendando que a partida seja disputada no Maracanã por motivos de segurança, apontando que o local oferece maior controle em comparação a São Januário devido ao apelo do duelo. O órgão ministerial também argumentou que o gramado já recebeu partidas com intervalos reduzidos anteriormente ao longo do ano.

Por sua vez, a Conmebol estabeleceu prazo para que o Vasco indique oficialmente o local da partida de volta, visando a organização logística e a venda de ingressos para os torcedores argentinos do Boca Juniors. A entidade demonstrou preferência pelo Maracanã e descarta, neste momento, a possibilidade de o confronto ocorrer fora da capital fluminense, deixando em aberto alternativas como o Estádio Nilton Santos enquanto a definição não é sacramentada.

Fontes consultadas

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