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Política

Líder do Centrão projeta virada de Lula na reta final da disputa presidencial

Enquanto aliados preveem mudança no cenário, ex-ministros de Bolsonaro lançam críticas à candidatura de Flávio.

Por 3 min de leitura

Líder do Centrão projeta virada de Lula na reta final da disputa presidencial
Líder do Centrão projeta virada de Lula na reta final da disputa presidencial

O cenário eleitoral brasileiro para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, apresenta movimentações intensas tanto nos bastidores políticos quanto no campo das críticas ideológicas. Um dirigente de um partido do Centrão, cuja identidade não foi revelada, afirmou a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que projeta uma virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o parlamentar, o petista deve vencer o pleito com uma vantagem estimada em cerca de 1 milhão de votos.

A avaliação do líder partidário sugere que há um movimento favorável ao presidente na fase final da campanha. Conforme relatado pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, essa projeção aponta para uma diferença de votos ainda mais estreita do que a observada na eleição presidencial de 2022. No entanto, o otimismo do dirigente do Centrão ainda não encontra respaldo direto nos dados das pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente.

O levantamento mais recente do instituto Datafolha, publicado na última quinta-feira (15), indica um cenário de empate técnico entre os candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, houve uma oscilação, com o senador apresentando queda nos votos totais, passando de 49% para 47%, enquanto o presidente manteve o patamar de 45%.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios brasileiros entre os dias 13 e 14 de outubro. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado do pleito será definido em 25 de outubro, nove dias após a circulação das previsões feitas pelo líder do Centrão.

Paralelamente à disputa numérica, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta oposição de antigos aliados. O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, e seu irmão, Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência, publicaram através do movimento conservador Farol da Liberdade uma lista com cinco razões para não votar no senador. Ambos romperam com a família Bolsonaro após deixarem o governo.

O manifesto do movimento utiliza o lema 'Sobrenome não é projeto' para argumentar que a candidatura de Flávio carece de propostas concretas para o país. O texto critica a aproximação do bolsonarismo com o Centrão, questiona a eficácia das propostas econômicas apresentadas e levanta dúvidas sobre o compromisso do candidato com o combate à corrupção.

Um dos pontos centrais da crítica dos irmãos Weintraub refere-se à estratégia de campanha adotada pelo grupo de Flávio. O movimento afirma que o bolsonarismo utiliza o medo do retorno de Lula como forma de coagir o eleitorado. 'Na nossa avaliação, o bolsonarismo hoje tenta usar o medo de Lula para exigir voto em Flávio. É isso que chamamos de fazer o eleitor de refém: ajudar a construir o impasse e depois dizer que só a família pode nos salvar', declarou o grupo em nota oficial.

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