Pular para o conteúdo
Brasil

Limpador de janelas morre após queda do 42º andar em São Paulo

Trabalhador realizava a limpeza na fachada de um edifício na região central quando a cadeira suspensa despencou.

Por 2 min de leitura

Limpador de janelas morre após queda do 42º andar em São Paulo
Limpador de janelas morre após queda do 42º andar em São Paulo

Um limpador de janelas de 33 anos morreu na tarde da última sexta-feira (30) após cair do 42º andar de um edifício localizado na Rua Maria Paula, no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo. A vítima foi identificada como Douglas Batista da Silva (também citado em registros como Douglas Batista da Silva Lima).

O acidente ocorreu por volta das 14h, quando o profissional trabalhava na limpeza dos vidros da fachada do prédio inaugurado este ano, que conta com áreas residenciais e comerciais. De acordo com o boletim de ocorrência, Douglas utilizava uma cadeira suspensa presa por cordas e fitas de segurança.

Testemunhas e colegas de trabalho relataram à polícia que o equipamento entrou em queda livre. A cadeira despencou até atingir o parapeito do edifício na altura de andares inferiores, gerando um forte impacto que arremessou o trabalhador para fora da estrutura.

Com a violência do impacto, Douglas caiu na área de lazer do 19º andar do prédio, nas proximidades de uma piscina. O choque da queda foi tão intenso que suas botas e o capacete de segurança acabaram saindo do corpo.

O irmão da vítima, que também prestava serviços no local, tentou prestar socorro imediato e pediu ajuda a um encarregado sênior da obra. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas o óbito foi constatado ainda no local.

Policiais militares que atenderam à ocorrência localizaram a cadeira suspensa pendurada na altura do 22º andar. A inspeção inicial no equipamento indicou que a fita de segurança estava arrebentada, o que comprometeu a sustentação da vítima.

Enquanto fontes policiais divergem quanto à unidade responsável pela investigação — sendo registrada inicialmente em delegacias como o 1º Distrito Policial da Sé e o 8º Distrito Policial no Brás —, a Polícia Civil classificou o caso preliminarmente como morte acidental.

Foram requisitados exames periciais ao Instituto de Criminalística e exames necroscópicos ao Instituto Médico Legal para esclarecer com precisão todas as circunstâncias que levaram ao rompimento do equipamento e à fatalidade.

Fontes consultadas

Leia também