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Ciência

Lua do Caçador ilumina o céu e interior do satélite continua a encolher

Fenômeno astronômico recente atrai olhares ao redor do mundo enquanto novos estudos detalham a contração contínua da crosta lunar.

Por 2 min de leitura

Lua do Caçador ilumina o céu e interior do satélite continua a encolher
Lua do Caçador ilumina o céu e interior do satélite continua a encolher

A Lua do Caçador iluminou o céu de diferentes regiões do planeta durante o último fim de semana, proporcionando registros visuais em países como Rússia, Estados Unidos e Itália. De acordo com dados divulgados pela agência espacial norte-americana NASA, o ponto máximo da fase cheia ocorreu à 1h12 do horário de Brasília.

Apesar da nomenclatura tradicional, o fenômeno não representa uma alteração astronômica distinta de uma lua cheia convencional. O termo remete a antigas tradições do Hemisfério Norte associadas ao mês de outubro, período em que o término das colheitas deixava os campos abertos e a luminosidade facilitava a localização de animais para o armazenamento de alimentos durante o inverno.

Enquanto o satélite natural atrai atenções pela beleza no firmamento, pesquisas científicas recentes apontam transformações profundas em sua estrutura interna. Um estudo publicado no periódico científico The Planetary Science Journal detalha que o interior lunar continua a arrefecer, provocando uma contração gradual na crosta do astro.

A investigação, liderada por especialistas do Centro de Estudos Terrestres e Planetários do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian com o auxílio de imagens obtidas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, estima que o raio da Lua tenha diminuído aproximadamente 45 metros ao longo dos últimos 400 a 800 milhões de anos.

O mapeamento identificou mais de 10 mil falhas geológicas recentes espalhadas pela superfície lunar, formadas devido à compressão da crosta gerada pelo resfriamento interno. Diferente da Terra, cuja atividade tectônica se concentra nas bordas de placas litosféricas, a Lua possui uma única concha contínua, fazendo com que os tremores e deslizamentos possam ocorrer em qualquer região.

Os cientistas observam que zonas com crostas mais espessas aparentam maior estabilidade e menor concentração dessas falhas. A continuidade desse processo de perda de calor indica que novas estruturas geológicas poderão surgir no satélite ao longo do tempo, mantendo a Lua em constante transformação em escalas temporais geológicas.

Fontes consultadas

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