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Economia

Lucro da General Motors cresce 151% no terceiro trimestre

Montadora americana registrou alta expressiva impulsionada por disciplina de gastos e menor impacto de encargos com veículos elétricos.

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Lucro da General Motors cresce 151% no terceiro trimestre
Lucro da General Motors cresce 151% no terceiro trimestre

A montadora General Motors anunciou nesta terça-feira (20) que seu lucro líquido mais que dobrou no terceiro trimestre, registrando um crescimento de 151% em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 3,3 bilhões. A alta foi impulsionada por estratégias de preços sólidos, disciplina de gastos e pela redução de encargos especiais que haviam pesado sobre os resultados financeiros nos anos anteriores.

No mesmo período de 2025, os resultados da companhia haviam sido fortemente afetados por custos de realinhamento no setor de veículos elétricos e obrigações contratuais com fornecedores, em meio a um mercado abaixo do esperado para essa categoria. A diminuição desses encargos extraordinários permitiu que a empresa de Detroit recuperasse sua margem de lucro de forma expressiva.

A receita líquida entre julho e setembro alcançou US$ 50,01 bilhões, o que representa um acréscimo de 2,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O desempenho superou levemente as expectativas dos analistas consultados pelo mercado financeiro, que projetavam números próximos para o faturamento da gigante automobilística sediada em Michigan.

Apesar de uma queda geral nas vendas em termos de volume anual, a montadora destacou que suas picapes de grande porte alcançaram os maiores volumes de vendas da história da empresa durante o terceiro trimestre, impulsionadas pela demanda dos consumidores. Além disso, o acumulado do ano registrou o melhor desempenho de vendas para frotas desde 2019.

Diante dos resultados acima do esperado, a presidente-executiva Mary Barra afirmou em carta aos acionistas que a corporação segue trabalhando intensamente para manter o ritmo operacional, mesmo diante de crescentes pressões inflacionárias. A executiva também enfatizou os investimentos estratégicos em novos produtos e serviços para garantir a eficiência e a qualidade do grupo.

Como reflexo do otimismo com o balanço trimestral, a administração elevou o limite inferior de várias metas para o restante do ano, projetando um lucro líquido anual entre US$ 8,9 bilhões e US$ 9,5 bilhões. A companhia também anunciou um novo plano plurianual de recompra de ações avaliado em US$ 20 bilhões, demonstrando o compromisso do conselho com a geração de valor a longo prazo para os acionistas.

Fontes consultadas

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