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Política

Lula critica a Meta e defende regulamentação digital

Presidente cobrou postura ética das plataformas e assinou acordo para quebra mútua de sigilos com o senador Flávio Bolsonaro.

Por 2 min de leitura

Lula critica a Meta e defende regulamentação digital
Lula critica a Meta e defende regulamentação digital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a empresa Meta, responsável por redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, durante uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (22). O chefe do Executivo defendeu a regulamentação das plataformas digitais para combater a desinformação e os crimes na internet.

Segundo o presidente, a companhia precisa se adequar a padrões éticos. 'A Meta vai ter que ser reinventada, porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade o tempo todo. Agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes de que a humanidade precisa para viver bem', afirmou Lula durante a live com o deputado federal André Janones.

As declarações do mandatário ocorrem em meio a denúncias de suposta interferência da Meta na disputa presidencial em favor do candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro, do PL. Mensagens internas de funcionários da empresa, reveladas pela imprensa, indicam que o perfil de Lula sofreu restrições de impulsionamento no Instagram por quase 24 horas, ao passo que contas ligadas ao adversário teriam recebido recomendações dos algoritmos em desacordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral.

A campanha petista também apontou diferenças no funcionamento da inteligência artificial da plataforma, que bloqueava materiais favoráveis a Lula, mas permitia conteúdos semelhantes sobre o oponente. Diante da situação, a equipe jurídica acionou a Justiça Eleitoral e anunciou que levará o caso à Organização dos Estados Americanos. Por sua vez, a Meta nega qualquer viés político e atribui os episódios a falhas técnicas.

Além das críticas ao ambiente digital, o cenário político foi movimentado pela formalização de um acordo entre Lula e Flávio Bolsonaro para a quebra mútua de sigilos bancário, fiscal e telefônico, abrangendo também familiares de ambos. A medida atende a um desafio lançado pelo presidente durante um debate e aceito após negociações entre as campanhas.

No âmbito das declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro informou possuir um patrimônio de R$ 8,18 milhões, impulsionado pela aquisição de um imóvel de alto padrão em Brasília. Já o presidente Lula declarou R$ 4,77 milhões, valor que apresentou redução em relação ao pleito anterior devido a alterações em planos de previdência privada.

Por fim, Lula reforçou a necessidade de tratar crimes cibernéticos com o mesmo rigor aplicado fora da rede e destacou medidas voltadas à proteção de crianças e adolescentes, como a restrição ao uso de aparelhos celulares nas escolas brasileiras.

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