Manaus atinge nível perigoso de poluição do ar devido a queimadas
Prefeito da capital amazonense pede socorro diante da forte fumaça que encobre a cidade e afeta a saúde da população.
A cidade de Manaus registrou episódios críticos de poluição atmosférica provocados por fumaça de incêndios florestais, levando o prefeito Renato Júnior a fazer um apelo público por ajuda às autoridades estaduais, nacionais e internacionais. Em declarações recentes, o chefe do executivo municipal afirmou que a capital está sendo sufocada e que a população sofre as consequências de queimadas originadas em outros municípios e estados, exigindo providências urgentes diante do cenário de alerta.
Dados de monitoramento de qualidade do ar indicaram que a concentração de partículas finas na atmosfera manauara atingiu patamares considerados perigosos para a saúde humana. Especialistas apontam que a fumaça densa é transportada por correntes de vento a partir de focos de fogo localizados na Região Metropolitana e no interior do estado, agravados por condições climáticas severas e pela ação humana.
O avanço das chamas no Amazonas tem sido impulsionado pela vegetação seca, baixa umidade e temperaturas elevadas, cenário associado aos efeitos do fenômeno El Niño. Entre setembro e outubro, o estado registrou milhares de focos de incêndio, o que levou o governo estadual a decretar situação de emergência em dezenas de municípios, medida posteriormente reconhecida pelo governo federal.
A forte presença de fumaça na atmosfera alterou drasticamente a rotina dos moradores da capital. Aulas da rede municipal de ensino foram suspensas, programas esportivos e atividades ao ar livre cancelados, e muitos cidadãos relataram sintomas respiratórios graves, como falta de ar, dores no peito e agravamento de quadros de asma e rinite.
Os impactos do fogo também sobrecarregam os serviços de saúde locais, com centenas de atendimentos registrados em prontos-socorros devido a problemas relacionados à poluição do ar. Autoridades de saúde orientam grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos, a evitarem a exposição direta à fumaça e a buscarem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde em caso de necessidade.
No interior do estado, incêndios de grandes proporções continuam devastando áreas de floresta, atingindo territórios indígenas e destruindo habitats de animais silvestres. Moradores de regiões afetadas, como Itacoatiara e Iranduba, relatam esforços diários para conter o avanço das chamas e proteger suas comunidades, enquanto equipes de bombeiros e órgãos de defesa civil atuam no combate aos focos de calor.