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Clima

Manaus enfrenta qualidade do ar péssima devido a queimadas

Concentração de micropartículas atinge níveis críticos neste sábado e autoridades reforçam medidas de emergência.

Por 3 min de leitura

Manaus enfrenta qualidade do ar péssima devido a queimadas
Manaus enfrenta qualidade do ar péssima devido a queimadas

A cidade de Manaus enfrenta uma grave crise de qualidade do ar neste sábado devido à intensa fumaça provocada por queimadas na região. De acordo com a Defesa Civil municipal, a concentração média de partículas finas PM2,5 atingiu 401,4 microgramas por metro cúbico às 6h30, um patamar considerado péssimo e muito acima dos limites aceitáveis. A situação levou as autoridades locais e estaduais a adotarem medidas urgentes de proteção à saúde pública e de combate aos incêndios.

O prefeito em exercício, Renato Junior, fez um apelo público nas redes sociais afirmando que a capital amazonense está sendo sufocada por focos de calor originados em outros municípios e estados. "Não podemos continuar pagando com a saúde da nossa gente por queimadas que não provocamos", declarou. Diante do cenário, a Prefeitura de Manaus suspendeu todas as atividades ao ar livre até domingo e orientou a população a redobrar os cuidados.

Especialistas em saúde alertam para os riscos severos associados à poluição atmosférica. O epidemiologista Jesem Orellana classificou o momento como dramático e recomendou que os moradores evitem sair de casa, mantenham portas e janelas fechadas e utilizem respiradores faciais como as máscaras PFF2 ou N95 caso precisem se expor ao ambiente externo. A Defesa Civil também aconselha a hidratação constante e a busca por atendimento médico imediato em caso de falta de ar, tontura ou dores no peito.

Em resposta à crise, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, convocou em caráter de urgência o Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O chefe do Executivo estadual prometeu rigor total da lei contra os responsáveis por incêndios criminosos. A gestão estadual tem contado com o reforço de brigadistas e aeronaves enviados pelo governo federal para tentar conter o avanço do fogo.

O agravamento das queimadas na região amazônica tem sido impulsionado por fatores climáticos, como o fenômeno El Niño, além de ações humanas investigadas pelas autoridades policiais. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que há apurações em andamento sobre possíveis motivações criminosas e coordenadas para os atos de destruição ambiental na floresta.

Enquanto a fumaça continua encobrindo a capital e afetando a rotina dos cidadãos, o monitoramento das condições atmosféricas segue em tempo real. As autoridades reforçam que a retomada das atividades habituais ocorrerá de maneira gradual, conforme a evolução da qualidade do ar e a eficácia das operações de combate aos focos de incêndio no interior do estado.

Fontes consultadas

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