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Maria Corina Machado retorna à Venezuela após quase um ano no exílio

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz anunciou sua volta ao país neste domingo.

Por 3 min de leitura

Maria Corina Machado retorna à Venezuela após quase um ano no exílio
Maria Corina Machado retorna à Venezuela após quase um ano no exílio

A principal líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, anunciou neste domingo (25) que retornou à Venezuela, após passar quase um ano no exílio. Em uma publicação feita nas redes sociais, a opositora confirmou sua chegada ao país com a mensagem: "Estou aqui. Com vocês". A volta ocorre em um momento de transformações políticas na nação sul-americana, meses após a saída do poder do ex-presidente Nicolás Maduro.

O retorno de Machado foi amplamente celebrado por aliados políticos. Edmundo González Urrutia, que se declara vencedor das eleições presidenciais de 2024 e permanece exilado na Espanha, manifestou grande emoção ao confirmar a notícia. "É com enorme emoção que anuncio que nossa líder, minha querida María Corina, está em território venezuelano", escreveu González nas redes sociais, acrescentando que planeja se reunir com ela em breve para fazer o país avançar rumo à liberdade.

Fontes do partido Vente Venezuela relataram que a dirigente havia enfrentado ao menos sete tentativas frustradas de regressar ao território nacional. Após passar um período na clandestinidade e deixar a Venezuela no fim de 2025 de forma clandestina para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, ela estava exilada no Panamá. Logo após desembarcar, Machado compareceu à igreja de Santa Rosa, em Barquisimeto, para agradecer à Divina Pastora pelo retorno, sendo recebida por dezenas de apoiadores emocionados.

A chegada da opositora acontece em um novo cenário político, marcado pela captura de Nicolás Maduro em janeiro deste ano por forças militares dos Estados Unidos. Desde então, o país tem sido governado pela presidente interina Delcy Rodríguez, antiga aliada de Maduro, sob forte pressão e com acordos comerciais firmados com o governo americano no setor energético. Milhares de venezuelanos haviam tomado as ruas em protestos recentes para exigir a volta de Machado.

Questionado por jornalistas na Casa Branca sobre o regresso da líder opositora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não estava ciente de sua chegada, mas manifestou o desejo de que ela esteja em segurança. Enquanto isso, o governo interino de Delcy Rodríguez mantém diálogos voltados a uma transição política, embora Machado não tenha sido convidada para essas conversas e seu partido exija a definição de uma data para eleições presidenciais, além do fim de sua inabilitação política.

O cenário político venezuelano ainda carrega as marcas da forte repressão registrada após o pleito controverso de julho de 2024, que gerou protestos resultando em 28 mortes e mais de 2.400 detenções, incluindo colaboradores diretos da líder opositora. Com o retorno de Machado e de outros dirigentes exilados, a oposição busca reorganizar sua atuação e reivindicar maior participação nos rumos democráticos do país.

Fontes consultadas

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