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Mensagens apontam que Gabriela Prioli divulgou vídeos pagos pelo Banco Master

Documentos e diálogos revelam que a influenciadora produziu conteúdos em defesa da instituição financeira sob orientação direta da direção do banco.

Por 3 min de leitura

Mensagens apontam que Gabriela Prioli divulgou vídeos pagos pelo Banco Master
Mensagens apontam que Gabriela Prioli divulgou vídeos pagos pelo Banco Master

A advogada e influenciadora Gabriela Prioli esteve no centro de uma polêmica nesta sexta-feira após a revelação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os diálogos indicam que a criadora de conteúdo, que possui mais de seis milhões de seguidores, manteve um contrato de publicidade de 12 meses com a instituição e apresentou publicações em defesa do banco como se fossem opiniões estritamente independentes.

A operação comercial foi confirmada por Ana Matos, que atuou como superintendente de Comunicação e Marketing do Banco Master entre 2023 e o final de 2025. Em conversas com o banqueiro, ela atestou a vigência do vínculo de um ano com a influenciadora. Os registros detalham que os roteiros e os temas abordados nos vídeos passavam pelo crivo e pela aprovação direta de Vorcaro antes de serem publicados.

De acordo com as mensagens reveladas, Vorcaro orientava a inclusão de argumentos específicos nos materiais divulgados, como menções ao seu próprio nome e justificativas para rebater acusações que ele classificava como notícias falsas. Em abril de 2025, o empresário celebrou a contratação da advogada, afirmando que a parceria havia sido a melhor estratégia adotada pela instituição financeira.

Os registros também mostram que a influenciadora chegou a gravar conteúdos abordando a segurança de investimentos em Certificados de Depósito Bancário, destacando a proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos. Além disso, pelo menos quatro publicações feitas sob a supervisão do banco foram apagadas posteriormente das páginas da rede social de Prioli.

Apesar dos registros apresentados nos diálogos e da confirmação da ex-superintendente de marketing, Gabriela Prioli negou publicamente e de forma veementes qualquer tipo de relação comercial com a instituição financeira. Em publicações recentes em suas redes sociais, a influenciadora afirmou que nunca conversou com representantes ou com o dono do banco, tampouco celebrou contratos ou recebeu pagamentos para produzir conteúdos relacionados ao tema.

Em seus desabafos publicados nos Stories, Prioli desafiou a divulgação de provas sobre o caso. A advogada questionou o paradeiro de eventuais comprovantes de pagamento, contratos formais ou registros de reuniões que pudessem comprovar a veracidade das acusações levantadas pelas mensagens reveladas.

A investigação em torno das estratégias de comunicação do banco ainda aponta que a instituição planejava expandir a ação publicitária para cerca de quinze influenciadores digitais por períodos trimestrais. Enquanto os desdobramentos continuam repercutindo no cenário nacional, a defesa e os representantes envolvidos seguem com posições divergentes sobre a existência do contrato de doze meses.

Fontes consultadas

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