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Economia

Mercado de fundos imobiliários registra movimentações e novas captações

Setor de fundos imobiliários passa por reestruturações, novas emissões e alternativas para atrair investidores em meio à volatilidade.

Por 2 min de leitura

Mercado de fundos imobiliários registra movimentações e novas captações
Mercado de fundos imobiliários registra movimentações e novas captações

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) tem passado por transformações recentes diante da volatilidade na bolsa de valores e do impacto de taxas de juros elevadas. Enquanto os índices de referência operam em baixa acumulada no semestre, investidores e gestoras buscam alternativas para diversificar e manter a captação de recursos, destacando tanto o crescimento de modelos alternativos quanto grandes transações corporativas no setor.

Entre as alternativas que ganham espaço estão os fundos cetipados, negociados no mercado de balcão por meio da Cetip. Essa modalidade atrai investidores que buscam fugir das oscilações diárias da B3, embora especialistas alertem que o risco econômico dos ativos subjacentes permaneça presente. A estrutura tem servido como ferramenta para gestoras continuarem captando e trabalhando com ativos menos líquidos.

No âmbito das grandes movimentações corporativas, a Iguatemi concluiu a venda de participações em cinco shoppings para o fundo imobiliário TRX Real Estate pelo valor total de R$ 876,1 milhões. A operação envolveu empreendimentos como o Iguatemi Alphaville e o Praia de Belas, com a Iguatemi mantendo a administração dos locais. Parte do pagamento foi realizada à vista e compensada com créditos de cotas do fundo.

A SPX Capital também anunciou novos passos em sua frente de real estate ao registrar na CVM a primeira emissão de cotas do SPX Portfólio Alfa FII, com meta inicial de captação de R$ 1,05 bilhão. A iniciativa ocorre em um momento de reorganização interna da gestora para integrar riscos e revisar estratégias após o desempenho de seus fundos multimercados ficarem abaixo do CDI no período.

No setor de construção, a mineira Patrimar concluiu a estruturação do Belvedere Fundo de Investimento Imobiliário, avaliado em cerca de R$ 240 milhões. O veículo foi criado para a transferência de unidades imobiliárias prontas ou em estágio avançado de média e alta renda, otimizando a liquidez e a estrutura financeira da companhia.

No setor público, o Estado de Goiás publicou um edital de licitação para contratar a gestão e a operação de seu Fundo de Investimento Imobiliário, amparado pela Lei Estadual nº 24.387/2026. A concorrência visa selecionar administradores e gestores para otimizar o patrimônio imobiliário estadual, cujo potencial de Valor Geral de Vendas é estimado em R$ 12,3 bilhões no total do projeto, com estudos amostrais apontando até R$ 1,8 bilhão.

Fontes consultadas

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