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Política

Ministério Público investiga deputada Eduarda Campopiano em SP

Parlamentar eleita pelo PL enfrenta investigações e representações legais devido a protesto em sindicato e declarações públicas.

Por 3 min de leitura

Ministério Público investiga deputada Eduarda Campopiano em SP
Ministério Público investiga deputada Eduarda Campopiano em SP

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) tornou-se alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo e de representações legais protocoladas por parlamentares e ativistas. A atuação da recém-eleita parlamentar, de 23 anos e que obteve quase dois milhões de votos no estado, gerou repercussão negativa e questionamentos judiciais após episódios envolvendo protestos políticos e declarações públicas polêmicas.

O caso mais recente a entrar na mira do Ministério Público ocorreu em 14 de janeiro, quando Campopiano participou de um ato na sede central do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a APEOESP, situada na Praça da República, na capital paulista. A manifestação, que contou com a presença de cerca de 15 pessoas, incluindo o vereador Kleber Ribeiro (PL), protestava contra o reajuste do piso nacional do magistério.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 3º Distrito Policial, nos Campos Elíseos, a mobilização culminou em tumulto e em risco à integridade física de funcionários e professores que estavam no local. O documento aponta que o grupo proferiu expressões agressivas e intimidatórias contra a entidade, partidos políticos e autoridades, além de arremessar pés de frango contra os trabalhadores presentes.

Além do episódio no sindicato, a deputada eleita foi denunciada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL). A representação acusa Campopiano de transfobia e violência política de gênero em virtude de uma publicação nas redes sociais na qual ela se referiu à deputada federal Erika Hilton (PSOL) como homem biológico. Outras figuras políticas, como a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), também acionaram órgãos de justiça contra a parlamentar do PL.

As posturas e falas de Campopiano, que se autodenomina a maior inimiga das feministas de São Paulo, têm gerado divergências inclusive dentro do próprio espectro político. A deputada estadual mais votada do Rio Grande do Sul, Adri Cherini, também filiada ao PL, criticou publicamente declarações da colega paulista nas quais ela afirma que o feminicídio não existe e que a tipificação penal seria uma armadilha semântica. Cherini classificou a fala como uma bobagem e anunciou a intenção de dialogar com a direção nacional do partido.

Em entrevistas recentes, Campopiano defendeu suas posições políticas, negou ser contrária ao voto feminino e atribuiu os ataques recebidos a tentativas da esquerda de minar sua atuação com narrativas contrárias. A parlamentar afirmou que o movimento feminista se apropria indevidamente de uma pauta histórica que pertence a toda a sociedade e destacou que sua trajetória política e conversão religiosa recente marcam uma evolução pessoal constante.

Fontes consultadas

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