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Brasil

Ministros desembarcam em Manaus para coordenar combate a incêndios

Comitiva do governo federal chega ao Amazonas com novas aeronaves e investimentos para conter a crise de fumaça.

Por 3 min de leitura

Ministros desembarcam em Manaus para coordenar combate a incêndios
Ministros desembarcam em Manaus para coordenar combate a incêndios

Quatro ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcaram em Manaus no domingo para coordenar ações de combate aos incêndios florestais que provocam uma grave crise de fumaça na capital do Amazonas. A mobilização federal ocorre após um pedido de socorro do prefeito Renato Junior e inclui a instalação de um Estado-Maior das Forças Armadas, além do emprego de 16 aeronaves nas operações de enfrentamento às chamas.

A comitiva ministerial é formada por Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; José Múcio Monteiro, da Defesa; João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional. Segundo o prefeito municipal, o presidente Lula entrou em contato por telefone, acompanhado pelo senador Eduardo Braga, para estruturar o envio dos representantes do governo federal.

O Ministério da Defesa determinou a criação imediata do Estado-Maior para direcionar as operações. Paralelamente, o governo federal empenhou recursos para o estado. Enquanto fontes governamentais apontam o repasse de R$ 14 milhões pela Defesa Civil Nacional para assistência humanitária, equipamentos e contratação de aeronaves, declarações ministeriais mencionam um aporte inicial de R$ 11 milhões, com autorização para ampliar os valores conforme a necessidade das equipes em campo.

O reforço aéreo foi ampliado com a inclusão de cinco novas aeronaves, elevando o total de 11 para 16 equipamentos disponíveis. Entre os reforços está um segundo avião KC-390, com capacidade de lançamento de até 19 mil litros de água por viagem, somando-se a outra unidade de 12 mil litros. O planejamento também contempla helicópteros para o transporte de brigadistas e lançamento de água em áreas de difícil acesso, além da atuação de efetivos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

A crise ambiental gerou impactos severos na qualidade do ar. Dados da Defesa Civil apontaram centenas de focos de calor no estado, levando a concentrações de partículas finas na atmosfera que colocaram a capital em níveis de alerta máximo, classificados como péssimos ou perigosos. A baixa visibilidade chegou a impedir a decolagem de aeronaves de combate em alguns momentos, e a prefeitura avalia novas suspensões temporárias das aulas na rede de ensino para proteger estudantes e profissionais.

Na área da saúde, o governo federal programou para a próxima terça-feira a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde em Manaus. Enquanto o Ministério da Saúde classificou a medida como preventiva para ampliar a capacidade de resposta e preparar o sistema para eventuais impactos — destacando que não havia sobrecarga nos atendimentos até o anúncio —, dados locais indicaram alta nos registros de problemas respiratórios.

As autoridades ambientais e de segurança intensificaram as investigações para apurar a origem das queimadas, apontadas inicialmente como decorrentes de ação humana. O Ministério do Meio Ambiente informou que dezenas de procedimentos investigatórios foram abertos para apurar responsabilidades por eventuais práticas criminosas e avaliar se houve ações intencionais na propagação do fogo no interior do Amazonas e em municípios vizinhos.

Fontes consultadas

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